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Milão Cortina-2026

 

Suíça vence estreia olímpica do slalom combinado por equipes em Milano-Cortina



Suíça faz dobradinha na estreia histórica do slalom combinado, que termina sem medalha de bronze em Milano-Cortina



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The Associated Press

A estreia olímpica do slalom combinado por equipes masculino no esqui alpino teve domínio suíço nesta segunda-feira (9), nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milano-Cortina 2026. Com uma atuação sólida nas duas disciplinas, Franjo von Allmen e Tanguy Nef levaram a Suíça ao primeiro ouro da modalidade ouro ao somar o tempo total de 2min44s04.

Von Allmen abriu a disputa com a quarta melhor descida no downhill (1min52s22), enquanto Nef confirmou a vitória com o melhor tempo do slalom entre todas as equipes (51s82).

+ Quadro de medalhas Milano-Cortina 2026

A medalha de prata foi dividida entre duas equipes, que terminaram exatamente com o mesmo tempo total de 2min45s03. A Áustria subiu ao pódio com Vincent Kriechmayr, no downhill, e Manuel Feller, no slalom, enquanto a segunda equipe suíça, formada por Marco Odermatt e Loïc Meillard, também garantiu a prata, repetindo o forte desempenho do país na prova inaugural.

Fora do pódio por margens mínimas, Raphael Haaser e Michael Matt colocaram a Áustria na quarta posição, seguidos pelos italianos Dominik Paris e Tommaso Sala, que fecharam em quinto lugar diante da torcida local no Centro de Esqui Stelvio.

É para ficar?

O slalom combinado por equipes é uma das grandes novidades do esqui alpino em Milano-Cortina 2026. Pela primeira vez na história dos Jogos de Inverno, a modalidade reúne duplas do mesmo Comitê Olímpico Nacional, com um atleta especializado nas provas de velocidade (downhill ou Super-G) e outro no slalom técnico. Os tempos das duas descidas são somados para definir a classificação final.

O formato havia sido testado em categorias de base nos últimos anos e estreou oficialmente em competições seniores no Campeonato Mundial de 2025, em Saalbach, na Áustria. Nos Jogos Olímpicos, ele substitui o combinado individual e o paralelo por equipes, reduzindo o número total de provas do esqui alpino e valorizando a especialização dos atletas.

Cada país pode inscrever até quatro equipes por gênero, mas os atletas só podem participar uma única vez. Caso um integrante seja desclassificado, não largue ou não complete sua descida, o parceiro fica automaticamente fora da disputa. A estreia em Milano-Cortina confirmou o potencial do novo formato, que entregou equilíbrio, emoção e finais decididos no detalhe.

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Paulista em terras mineiras. Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais. Apaixonado por esportes.

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