(*Com colaboração de Gabriel Gentile, direto de Milão) A temporada de histórias incríveis e heróis e heroínas olímpicas está aberta em Milão-Cortina 2026. Assim, o primeiro ouro olímpico italiano veio com muitas glórias em conjunto para Francesca Lollobrigida. Na prova de patinação de velocidade em pista longa, na prova dos 3000m, o ouro veio ao lado de um novo recorde olímpico. Mas não foi o único motivo de comemoração para a atleta-mãe e aniversariante.
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O dia 07 de fevereiro já era um dos dias mais importantes na história de Francesca, já que é a data de seu aniversário, nasceu em 1991. Neste sábado, no primeiro dia de competições nos Jogos Olímpicos de Inverno, diante de sua torcida, comemorou 35 anos de vida. E de presente se tornou a primeira campeã olímpica representando seu país e competindo em casa.
Francesca nasceu em Frascali, na região central da Itália, em Lazio. Além disso, veio para sua quarta edição de Olimpíada, fazendo sua estreia em Sochi-2014, com o 23º lugar. Ela já era duas vezes medalhista olímpica, com prata na mesma prova em Pequim-2022 e bronze na largada em massa. Sua tia-avó é Gina Lollobrigida, uma atriz de sucesso na Europa nos anos 50 e 60 e seu primo é Ministro da Agricultura.
Depois da China, Francesca deu uma parada na carreira de patinadora para ser mãe em 2023. Ou seja, nem competiu durante este ciclo todo para cuidar do Tommaso, filho que teve junto com Matteo, marido e companheiro de treinos. Neste final de ciclo, a patinadora ainda teve uma infecção grave e não competiu nas etapas de Copa do Mundo. Mesmo assim, tornou-se a primeira italiana a vencer os 3000m.
Parla, Francesca!
“Este é o melhor dia de todos, um dia perfeito. Em primeiro lugar, porque meu filho (Tommaso), meu marido e minha família estavam aqui me assistindo. É incrível, porque estamos na Itália. Os Jogos Olímpicos são na Itália. Este é o sonho dos meus sonhos”, comemorou Francesca.
A patinadora trouxe a importância de mostrar que não é só uma atleta ou só mãe. “A mensagem que eu queria passar é que eu não escolhi entre patinar e ser mãe. Parei depois da minha medalha (de prata) em Pequim-2022, eu estava no auge. Estou muito orgulhosa de mim mesma por ter voltado depois de dar à luz. Espero que meu filho possa aproveitar daqui a 10 anos, quando estiver um pouco mais velho e assistir a corrida”. E ainda completou: “Não é fácil ser uma patinadora de velocidade italiana. Passamos mais de 250 dias por ano longe de casa. Conciliar a maternidade com a patinação não foi tarefa fácil”.
Francesca também recordou de seu momento difícil e de quem duvidou de sua capacidade. “Sinceramente, esta é para todos que acreditaram em mim. Mas também para as pessoas que disseram: ‘Não, talvez ela não consiga’. Porém, elas me deram forças para provar meu valor. Esta temporada foi a pior da minha vida, porque fiquei doente (uma infecção viral antes dos Jogos). Eu não esperava que fosse assim. Queria que fosse uma temporada perfeita, mas não foi”.
A atleta é a atual detentora dos recordes italianos nos 3000 e 5000 metros e já ganhou 16 vezes o Campeonato Mundial de Patinação de velocidade em linha, com patins de rodas.