Siga o OTD

Milão Cortina-2026

 

Davidson de Souza sobreviveu a acidente no trenó e vai para sua primeira Olimpíada



Após acidente no Canadá quase tirar sua vida, Davidson de Souza voltou à seleção brasileira de bobsled e vai para sua primeira Olimpíada



Davidson de Souza nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026
(Foto: Wander Roberto/CBDG)

A seleção brasileira de bobsled conta com nomes novos para os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. Uma das novidades é Davidson de Souza, o Boka. O paulista já teve passagens pela equipe do Canadá e se recuperou de uma grave lesão para chegar na Olimpíada.

Como vários nomes do bobsled, Boka começou no esporte através do atletismo, sendo especialista no lançamento de disco e de dardo. Ele chegou a fazer parte da seleção brasileira entre 2014 e 2016 e começou o atual ciclo olímpico competindo pelo Canadá. Ele já tinha planos de voltar à seleção brasileira em 2025, de olho em uma vaga na Olimpíada de Inverno. Mas um acidente grave quase atrapalhou os planos de Boka.

Durante um treino no Canadá, o trenó de Davidson de Souza se chocou com outro trenó em um grave acidente. O brasileiro sobreviveu, mas teve uma fratura no fêmur, passando por um longo processo de recuperação.

Davidson de Souza vai competir na Olimpíada de Inverno Milão-Cortina 2026
(Foto: Wander Roberto/CBDG)

“Antes do acidente, eu já tinha decidido que queria voltar a competir pelo Brasil. Era só a coach que sabia. Mas eu tinha que terminar a temporada pelo Canadá. Infelizmente sofri um acidente totalmente fora de mão e que poderia ter custado minha vida. Graças a Deus só custou as pernas. Depois que eu acordei do acidente, eu sabia que eu tinha uma missão a ser completada. Falei que eu ia competir pelo Brasil. Eu queria ir para a Olimpíada com o Brasil”, afirmou Boka.

Difícil retorno

Após uma dura recuperação, Davidson de Souza conseguiu voltar a competir com a seleção brasileira. “A dedicação que você tem que colocar num trabalho de recuperação, depois de quebrar o osso mais forte da sua perna, o fêmur, e quebrar quatros músculos diferentes da sua perna é muito difícil. Até para voltar a andar. Imagina então voltar a correr ou empurrar um trenó de 210kg”, comentou o atleta, que também disse ter precisado muita resiliência para retornar à sua melhor forma física.

“Voltar a competir pelo Brasil para mim é uma honra imensa. Minha família e meus amigos estão orgulhosos. Isso faz com que hoje eu saiba que eu fiz a melhor escolha, mesmo depois de ter quase acabado com minha carreira de uma forma inesperada”, concluiu.

Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e viciado em esportes

Mais em Milão Cortina-2026