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Ana Marcela volta às origens em preparação para desafio de 2026



Brasileira campeã olímpica disputa Travessia Mar Grande – Salvador, prova que já venceu seis vezes, de olho na travessia do Canal da Mancha que pretende fazer no ano que vem



Ana Marcela Cunha Travessia Mar Grande–Salvador
(Raphael Silva/Speedo)

A 55ª edição da Travessia Mar Grande – Salvador será marcada pelo retorno de Ana Marcela Cunha. A campeã olímpica volta à Baía de Todos os Santos para um desafio inédito dentro da prova, um percurso bate-volta com aproximadamente 24 quilômetros.

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Será neste sábado (29), com saída em Salvador rumo à Ilha de Vera Cruz e retorno ao Farol da Barra. Será a primeira vez em dez anos que Ana Marcela participa da prova que já venceu em seis oportunidades.

Olho no Canal

A participação na integra a preparação da baiana para a travessia do Canal da Mancha, em julho do ano que vem, com cerca de 33 quilômetros.

“Já estava com o calendário fechado para o ano que vem, pensando no Canal da Mancha, e surgiu a oportunidade da Travessia. Falei: ‘Qual a disponibilidade para eu sair de Salvador, ir até Mar Grande e voltar dentro da prova, já fazendo um treinamento?’ Falamos com o pessoal da organização antes da inscrição e eles super aceitaram”, disse a medalhista de ouro em Tóquio-2020.

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Ana Marcela explica que a preparação específica para o bate-volta não difere muito do que costuma fazer em provas extremas. “Bom, parece até estranho, mas já nadei outras provas de 25 km, 32 km e 36 km e não tenho muita diferença em termos de preparação. Entre 24 e 36 horas antes da prova, tento ingerir um pouco mais de carboidrato, bebo mais água, mais eletrólitos, por causa da desidratação.”

Lugar emblemático

A relação de Ana Marcela com a Travessia Mar Grande – Salvador é antiga. Ela participou pela primeira vez em 2005, aos 13 anos de idade. “Já são mais de 20 anos desde a minha primeira prova. Hoje, o maior diferencial para a gente, baiano, é saber que ali é o nosso canal, faz parte da nossa história, onde tem o nosso porto. É um lugar muito emblemático pra gente”, diz.

“Além disso, na minha opinião, o que também chama atenção dos atletas é que, normalmente, nessas provas de 10 quilômetros ficamos em circuito, dando voltas no mesmo eixo. A Mar Grande – Salvador, diferente, você larga em um ponto e chega em outro, passando pela Baía de Todos os Santos”, acrescentou.

A volta à competição carrega também um componente afetivo. “Eu acho que contou também com a vontade de estar perto da família e poder estar realizando mais essa prova. Estar em casa, com meu povo, me dá força e me lembra de onde tudo começou.”

Jornalista com mais de 20 anos de profissão, mais da metade deles na área de esportes. Está no OTD desde 2019 e, por ele, já cobriu 'in loco' os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, os Olímpicos de Paris, além dos Jogos Pan-Americanos de Lima e de Santiago

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