A 55ª edição da Travessia Mar Grande – Salvador será marcada pelo retorno de Ana Marcela Cunha. A campeã olímpica volta à Baía de Todos os Santos para um desafio inédito dentro da prova, um percurso bate-volta com aproximadamente 24 quilômetros.
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Será neste sábado (29), com saída em Salvador rumo à Ilha de Vera Cruz e retorno ao Farol da Barra. Será a primeira vez em dez anos que Ana Marcela participa da prova que já venceu em seis oportunidades.
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Olho no Canal
A participação na integra a preparação da baiana para a travessia do Canal da Mancha, em julho do ano que vem, com cerca de 33 quilômetros.
“Já estava com o calendário fechado para o ano que vem, pensando no Canal da Mancha, e surgiu a oportunidade da Travessia. Falei: ‘Qual a disponibilidade para eu sair de Salvador, ir até Mar Grande e voltar dentro da prova, já fazendo um treinamento?’ Falamos com o pessoal da organização antes da inscrição e eles super aceitaram”, disse a medalhista de ouro em Tóquio-2020.
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Ana Marcela explica que a preparação específica para o bate-volta não difere muito do que costuma fazer em provas extremas. “Bom, parece até estranho, mas já nadei outras provas de 25 km, 32 km e 36 km e não tenho muita diferença em termos de preparação. Entre 24 e 36 horas antes da prova, tento ingerir um pouco mais de carboidrato, bebo mais água, mais eletrólitos, por causa da desidratação.”
Lugar emblemático
A relação de Ana Marcela com a Travessia Mar Grande – Salvador é antiga. Ela participou pela primeira vez em 2005, aos 13 anos de idade. “Já são mais de 20 anos desde a minha primeira prova. Hoje, o maior diferencial para a gente, baiano, é saber que ali é o nosso canal, faz parte da nossa história, onde tem o nosso porto. É um lugar muito emblemático pra gente”, diz.
“Além disso, na minha opinião, o que também chama atenção dos atletas é que, normalmente, nessas provas de 10 quilômetros ficamos em circuito, dando voltas no mesmo eixo. A Mar Grande – Salvador, diferente, você larga em um ponto e chega em outro, passando pela Baía de Todos os Santos”, acrescentou.
A volta à competição carrega também um componente afetivo. “Eu acho que contou também com a vontade de estar perto da família e poder estar realizando mais essa prova. Estar em casa, com meu povo, me dá força e me lembra de onde tudo começou.”