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Maratona Aquática

Ana Marcela lança projeto de escola e circuito nacional

Ana Marcela Cunha lança projeto Sucessores Aquáticos, que terá um circuito nacional e uma iniciativa socioeducativa com o objetivo de popularizar a maratona aquática

Ana Marcela Cunha e o técnico Fernando Possenti criaram uma metodologia de treinamento para ser ensinada por todo o país (Arquivo pessoal)

Ana Marcela lança projeto de escola e circuito nacional

Seis vezes eleita a melhor do mundo nas águas abertas, Ana Marcela Cunha quer retribuir para a sociedade o que o esporte deu para ela. Para isso, a nadadora vai lançar o projeto Sucessores Aquáticos, que contempla a Escola de Maratona Aquática e o circuito Nadar pelo Brasil.

“Estou muito feliz com nosso Projeto, quero repartir minhas experiências, agradecer e dar oportunidade de multiplicar o número de adeptos da modalidade e poder ajudar na formação de pessoas saudáveis e de bem com a vida através do esporte.”, afirma Ana Marcela Cunha.

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Com metodologia própria, a “Escola de Maratona Aquática” é uma iniciativa de cunho socioeducativo para popularizar a modalidade. A intenção é fazer convênios com prefeituras, academias, clubes e escolas públicas e privadas para aplicação da “metodologia Possenti & Cunha”, criada pelo treinador de Ana Marcela, Fernando Possenti, com participação da atleta. O projeto terá uma plataforma digital para acompanhamento e controle das ações. Os primeiros contatos serão iniciados em breve em busca de potenciais interessados. A idéia é massificar a prática, inclusive como alternativa de atividade física e desportiva curricular.

ana marcela cunha cria projeto sucessores aquáticos
Projeto Sucessores Aquáticos terá Escola de Maratona Aquática e o circuito Nadar pelo Brasil

“A ideia é assistir a um verdadeiro legado sendo deixado aos futuros atletas, ou melhor, futuros campeões dessa modalidade. Queremos hoje transmitir e compartilhar as técnicas e ensinamentos que aprendemos, testamos, e fomos exitosos diversas vezes nos mais diferentes momentos e campos de batalha. O legado se concretiza quando a nova geração entende e visualiza que há sim um caminho vitorioso pra eles seguirem. Vamos levar esse propósito adiante”, afirma Fernando Possenti, técnico de Ana Marcela.

CIRCUITO NADAR PELO BRASIL

Já o circuito “Nadar pelo Brasil” terá sua primeira temporada em 2020/2021, seguindo as regras da Federação Internacional de Natação (FINA). A prova de abertura, se a pandemia causada pelo novo coronavírus estiver controlada, será em setembro com a Travessia Internacional Bacia do Tocantins, com apoio da Federação Aquática do Estado de Tocantis (FAETO). Serão seguidos todos os protocolos sanitários recomendados pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e pelos orgãos competentes.

Outra etapa já aprovada é a Travessia Internacional Baía de Todos os Santos, em parceria com o Yacht Clube da Bahia, agendada para dezembro em Salvador. Além das duas, outras quatro provas farão parte do circuito “Nadar pelo Brasil”, mas ainda não tiveram suas datas confirmadas e podem ficar para o começo de 2021. São as Travessias Internacionais Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, Baía de Florianópolis, em Santa Catarina, Lago Paranoá, em Brasília, e Baía de Santos, no litoral paulista.

Cada etapa terá provas para todas as idades: da categoria kids até master, passando pela elite. Os vencedores de cada uma delas terão premiações especiais. Além disso, as cidades que irão receber os eventos terá palestras sobre temas relacionados à maratona aquática. Para o futuro, um desafio internacional, envolvendo, prioritariamente, Ana Marcela Cunha e uma atleta estrangeira convidada, também fará parte da programação das etapas.

A participação de Ana Marcela nos eventos será estritamente esportiva. A atleta continua 100% dedicada na preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, que foram adiados para 2021. A nadadora, inclusive, usará as etapas como forma de treinamento, enquanto uma equipe especializada vai fazer a gestão de todo o projeto.

O Circuito Nadar pelo Brasil terá desde seu início a preocupação com o meio-ambiente. Serão realizadas parcerias com orgãos ambientais para que sejam feitas algumas ações durante as etapas, e além disso, será implantada a obrigatoriedade de utilização de copo ou garrafa biodegradável na alimentação dos atletas, evitando assim o descarte de plástico nas águas.

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