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Com mais dois ouros, Brasil fecha GP da Turquia com 8 medalhas

Érika e Wilians são campeões, e Brasil conquista cinco medalhas no último dia do Grand Prix de Antalya de judô paralímpico

De quimono branco, Érika aplica golpe na norte-americana Christella Garcia durante luta em Antalya (Foto: Tamara Kulumbegashvili/ IJF)
De quimono branco, Érika aplica golpe na norte-americana Christella Garcia durante luta em Antalya (Foto: Tamara Kulumbegashvili/ IJF)

O Brasil encerrou sua participação no Grand Prix de Antalya de judô paralímpico subindo ao pódio seis vezes. Somente nesta terça-feira (2), último dia de competição, o país faturou cinco medalhas na cidade turca, sendo duas delas de ouro. O resultado deixou a equipe brasileira com a terceira colocação no quadro geral, atrás de Uzbequistão e China.

As medalhas de ouro desta terça-feira (2) vieram com Érika Zoaga (+70 kg J1) e Wilians Araújo (+90 kg J1). Alana Maldonado (até 70 kg J2) levou a prata, enquanto  Brenda Freitas (até 70 kg J1) e Rebeca Silva (+70 kg J2) conquistaram o bronze. No dia anterior, o Brasil faturou pratas com  Rosi Andrade (48kg J1) e Elielton Oliveira (60kg J1), e um bronze com Thiego Marques (60kg J2).

O Brasil repetiu a colocação da primeira etapa do circuito da IBSA (sigla em inglês para Federação Internacional de Esportes para Cegos), em fevereiro.  Na oportunidade, foi o terceiro melhor em Heidelberg, na Alemanha. O próximo desafio da seleção brasileira de judô paralímpica vai acontecer em Tiblisi, na Geórgia, em maio. Todas as etapas do circuito são classificatórias aos Jogos Paralímpicos de Paris 2024.

Vaga paralímpica mais perto

O ouro de Érika Zoaga significou um passo importante para a atleta sul-mato-grossense rumo aos Jogos Paralímpicos de Paris. Isto porque ela chegou ao GP de Antalya em sexto lugar no ranking para Paris, última posição da zona de classificação. Como todos os torneios do último ano do ciclo paralímpico valem o dobro de pontos, ela vai dar um importante salto na lista e seguir menos pressionada para a reta final.

“Desafio e superação, é o que posso dizer desse resultado. Estou muito feliz e emocionada por saber que o sonho de chegar em Paris está cada vez mais perto. Sigo cada vez mais focada, porque ainda tenho um caminho a percorrer antes disso”, falou a atleta de 35, que jamais disputou uma edição de Paralimpíada.

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Para conquistar o título, ela encarou uma chave duríssima, com todas as adversárias à sua frente no ranking mundial. Na estreia, teve de despachar a líder da categoria, a turca Nazan Akin Gunes. Em seguida, venceu a uzbeque Feruza Ergasheva, quinta do mundo, na semifinal. Valendo ouro, bateu a norte-americana Christella Garcia, terceira da lista.

Ouro de Willians e prata de Alana

Wilians Araújo continua sobrando em sua categoria. Campeão mundial dos pesos-pesados entre atletas J1 (cegos totais), ele bateu na final o iraquiano Murtadha Al-Sultani, quarto melhor do ranking. “Mais um degrau alcançado. O sonho de Paris está muito vivo, a cada dia tendo mais confiança. Só tenho de agradecer a todos que não medem esforços para que estejamos aqui em alto nível”, disse.

Bicampeã mundial e atual campeã paralímpica na categoria até 70 kg para atletas J2 (baixa visão), Alana Maldonado ganhou a medalha de prata, repetindo o feito do Grand Prix de Heidelberg. A etapa alemã marcou seu retorno às competições depois de quase um ano sem lutar por conta de uma lesão no joelho.  

“Ainda não é o resultado esperado, mas estou feliz em ver uma evolução comparando com a primeira competição. Sigo firme no trabalho, o objetivo maior é lá na frente. Estamos trabalhando duro para corrigir os erros e voltar a ganhar ritmo de competição”, destacou a judoca. Em uma chave com três atletas, ela venceu a japonesa Kazusa Ogawa, mas caiu novamente para a chinesa Yue Wang, sua algoz na Alemanha.

Medalhas dos já classificados

As outras medalhas brasileiras do dia vieram com atletas já garantidos nos Jogos Paralímpicos. Brenda Freitas perdeu a estreia para a argentina Nadia Boggiano, oitava do mundo. Porém, ganhou seus três combates da repescagem para ficar com o bronze. 

Rebeca Silva foi superada na semifinal para a cazaque Zarina Raifova, mas derrotou a compatriota dela, Aidana Gazizkyzy, no combate valendo o pódio. Líder do ranking entre as pesos-pesadas J2 (baixa visão).

Nesta terça-feira, ainda lutaram no Grand Prix de Antalya de judô paralímpico Larissa Silva (57 kg J1), Marcelo Casanova (90 kg J2) e Sérgio Fernandes Junior (+90 kg J2). Contudo, eles não conseguiram pegar colocação no pódio.

*Texto com informações da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV)

Jornalista recifense formado na Faculdade Boa Viagem apaixonado por futebol e grandes histórias. Trabalhando no movimento olímpico e paralímpico desde 2022.

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