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Bia Souza e Maria Suelen vão disputar o Grand Slam de Paris de judô

Judô

Maria Suelen e Beatriz Souza conquistam o bronze na Hungria

Maria Suelen e Beatriz Souza conquistaram um lugar no mesmo pódio do Grand Slam de Budapeste

Beatriz Souza (azul) e Maria Suelen (branco) conseguiram lugares no mesmo pódio (IJF/arquivo)

Maria Suelen e Beatriz Souza conquistam o bronze na Hungria

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O judô voltou. A seleção brasileira está na Hungria, onde disputará o Grand Slam de Budapeste nos próximos dias 23, 24 e 25, em evento que marca a retomada das competições internacionais e da corrida olímpica do judô.

Mais de 400 atletas de 69 países se inscreveram na competição e o Brasil será representado por 18 judocas no primeiro grande teste pós-paralisação. O Grand Slam de Budapeste distribui até mil pontos (campeões) no ranking classificatório para Tóquio-2020.

“Acredito que vá ser uma competição totalmente imprevisível. Nossos atletas conseguiram treinar nos últimos quatro meses graças ao período em Portugal, na Missão Europa, do COB, e agora, no treinamento que realizamos em Pindamonhangaba. Para essa primeira competição, estamos levando aqueles que estão melhor treinados. Mas, não sabemos em qual nível estarão os outros países, quem conseguiu treinar e quem não. Podemos ver favoritos caindo e surpresas surgindo”, aposta o gestor de Alto Rendimento da CBJ, Ney Wilson Pereira.

Dessa forma, a equipe masculina do Brasil será formada por Eric Takabatake (60kg/EC Pinheiros/SP), Eduardo Katsuhiro (73kg/Clube Paineiras do Morumby/SP), João Pedro Macedo (81kg/Sogipa/RS), Rafael Macedo (90kg/Sogipa/RS), Rafael Buzacarini (100kg/Clube Paineiras do Morumby/SP), Leonardo Gonçalves (100kg/Sogipa/RS), Rafael Silva “Baby” (+100kg/EC Pinheiros/SP), David Moura (+100kg/Instituto Reação/RJ), além de mais quatro judocas convocados pela gestão das Categorias de Base que estão em processo de transição do Júnior para o Sênior. São eles: Renan Torres (60kg/Sesi/SP), Willian Lima (66kg/EC Pinheiros/SP), Guilherme Schimidt (81kg/Minas Tênis Clube/MG) e Marcelo Gomes (90kg/Sogipa/RS).

Entre as mulheres, a equipe nacional contará com Larissa Pimenta (52kg/EC Pinheiros/SP), Jéssica Pereira (57kg/Instituto Reação/RJ), Ketleyn Quadros (63kg/Sogipa/RS), Maria Portela (70kg/Sogipa/RS), Maria Suelen Altheman (+78kg/EC Pinheiros/SP) e Beatriz Souza (+78kg/EC Pinheiros/SP).

A preparação dos brasileiros passou por quase três meses de treinos em Coimbra, Portugal, com a Missão Europa, do Time Brasil, entre junho e agosto, e um último período de lapidação em Pindamonhangaba, no treinamento de campo promovido pela CBJ (Confederação Brasileira de Judô), em outubro.

Rafael Silva Baby - Judô - Missão Europa grand slam
Rafael Silva Baby foi medalhista na Rio-2016 (Divulgação/Ministério do Esporte)

PROTOCOLO

Para chegarem seguros ao tatame húngaro em meio à pandemia do novo coronavírus, as delegações precisarão cumprir uma série de medidas de segurança determinadas pela Federação Internacional de Judô e pelo governo húngaro. A primeira delas foi a exigência de dois testes de COVID-19 (PCR) para todos os participantes, pelo menos cinco dias antes do evento e com intervalo de 48 horas entre eles. Todos os judocas brasileiros cumpriram o protocolo e ficaram aptos a viajar nesta segunda.

Na chegada à Budapeste, a seleção será testada novamente e ficará confinada no hotel até a divulgação dos resultados. Um quarto teste PCR será feito nos atletas no momento da pesagem, na véspera de competir, e só então o judoca será liberado para lutar.

A Federação Internacional de Judô promete ser rigorosa no controle e fiscalização dos protocolos. Se um membro da delegação “furar” o isolamento, por exemplo, toda a equipe será desclassificada do torneio imediatamente. Além disso, os organizadores exigiram que cada país viajasse com um gerente de Covid. No caso do Brasil, um médico cumprirá esse papel.

“Criamos a posição de Gerente de Covid, tanto no Comitê Organizador Local (LOC), quanto nas equipes da FIJ e pedimos a cada federação que nomeasse seu próprio gerente da Covid com antecedência, que é responsável, por exemplo, por informar os organizadores e a FIJ sobre qualquer problema de saúde que possa estar relacionado ao vírus, pois cada participante, incluindo treinadores, fisioterapeutas será testado após chegar aos seus hotéis. Os gerentes de Covid das equipes desempenharão um papel crucial em ajudar nossos esforços de teste de PCR, instruindo suas equipes sobre como cooperar de forma mais eficiente”, explica a doutora Andrea Ember, membro da Comissão Médica da FIJ.

Alguns procedimentos técnicos da competição também precisaram passar por adaptações para evitar aglomerações e contato entre as pessoas. Os judocas só terão acesso ao ginásio no dia de sua competição. Não poderão assistir às lutas dos outros dias e nem aquecer com seus companheiros que lutarem antes ou depois.

O procedimento de aferição do judogui será feito pelo próprio atleta e não mais por um árbitro também para evitar contato direto entre eles.

O uso de máscara será obrigatório para todos os participantes, incluindo técnicos, árbitros, organizadores e atletas, que só poderão tirar a máscara na hora de lutar.

Daniel Cargnin vai disputar o bronze no Grand Prix de Tel Aviv de judô ao vivo grand slam budapeste
Daniel Cargnin (66kg) é um dos destaques da seleção brasileira de judô (Foto: rededoesporte.gov.br/arquivo)

RETROSPECTIVA 2020

O Circuito Mundial IJF foi interrompido em março pela pandemia e, até então, o Brasil vinha bem nas competições. Foram 20 medalhas nas sete competições disputadas apenas no primeiro trimestre do ano.

Em janeiro, no Grand Prix de Tel Aviv, a seleção masculina brilhou, com uma prata, de Leonardo Gonçalves (100kg), e os quatro bronzes de Daniel Cargnin (66kg), Eduardo Yudy (81kg), Rafael Macedo (90kg) e Rafael Buzacarini (100kg).

Em fevereiro, nos Abertos Europeus de Sófia (BUL), Odivelas (POR), Oberwart (AUT) e Bratislava (SLK), os brasileiros arremataram 11 medalhas.

Os únicos Grand Slam realizados neste ano foram Paris e Dusseldorf, dois dos mais tradicionais e fortes do circuito, ambos em fevereiro. Na França, o Brasil foi ao pódio com Larissa Pimenta (bronze) e Beatriz Souza (bronze). Na Alemanha, Mayra Aguiar (prata) e Rafael Silva “Baby” (bronze) garantiram as medalhas brasileiras.

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GRAND SLAM DE BUDAPESTE – PROGRAMAÇÃO

SEXTA, 23

10h (de Brasília) – Bloco Final (medalhas)

Lutam: Larissa Pimenta (52kg), Jéssica Pereira (57kg), Eric Takabatake (60kg), Renan Torres (60kg) e Willian Lima (66kg).

SÁBADO, 24

10h – Bloco Final (medalhas)

Lutam: Ketleyn Quadros (63kg), Maria Portela (70kg), Eduardo Katsuhiro (73kg), João Pedro Macedo (81kg) e Guilherme Schimidt (81kg).

DOMINGO, 25

10h – Bloco Final (medalhas)

Lutam: Maria Suelen Altheman (+78kg), Beatriz Souza (+78kg), Rafael Macedo (90kg), Marcelo Gomes (90kg), Rafael Buzacarini (100kg), Leonardo Gonçalves (100kg), Rafael Silva “Baby” (+100kg) e David Moura (+100kg).

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