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Jogos Sul-Americanos da Juventude

 

Brasil fecha tiro com arco com quatro medalhas e três ouros em Panamá 2026



Equipes masculinas de composto e recurvo conquistam ouro, enquanto Luiza Langone vence no individual e Lucas Wudson leva prata



tiro com arco João Pedro Venturini e João Pedro Ferreira - tiro com arco composto equipes masculino Foto- Juliana Ávila:COB

O Brasil encerrou com quatro medalhas as disputas do tiro com arco nos Jogos Sul-Americanos da Juventude Panamá 2026. Todas elas foram conquistadas neste sábado, 18 de abril. Na Cidade do Panamá, as equipes masculinas de composto e recurvo levaram o ouro em disputas equilibradas, enquanto Luiza Langone levou o ouro no individual feminino do recurvo. No composto masculino, Lucas Wudson ficou com a prata.

Desta forma, o Brasil terminou em segundo lugar no quadro de medalhas do esporte. A Colômbia liderou, com quatro ouros, duas pratas e cinco bronzes, 11 pódios no total. Argentina e Equador também levaram ouros, enquanto Chile e Peru também subiram ao pódio durante as disputas no Complexo Esportivo Irving Saladino.

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Equipes masculinas do tiro com arco sofrem, mas vencem no detalhe

Na disputa do composto masculino, em que todas as flechas são somadas para se obter o resultado final, João Pedro Ferreira e João Pedro Venturini largaram na frente na primeira série (38 a 35) e mantiveram a vantagem diante dos colombianos Juan Gonzalez e Jeronimo Agudelo. Na segunda série, um empate (38 a 38), na terceira, leve vantagem brasileira (37 a 36) e na quarta, tiveram tranquilidade para garantir a vitória por 149 a 147, mesmo perdendo por 38 a 36.

A vitória no recurvo masculino veio com muita emoção. Nesta categoria – a mesma de Marcus D’Almeida, por exemplo –, cada arqueiro ou equipe compete por sets, não importando a soma. 

Os brasileiros Felipe Fogliarini e Lucas Wudson venceram o primeiro set contra Thiago Barbieri e Gabriel Tonina, por 35 a 33, abrindo 2 a 0. No segundo, os argentinos empataram o confronto, ao fazer 37 a 36. Os brasileiros voltaram a liderar o duelo, marcando 39 a 38. No quarto set, um resultado ruim do Brasil (35 a 29) deixou tudo empatado, em 4 a 4.

Isso significa que haveria um shoot off, ou seja, cada arqueiro teria apenas uma oportunidade. Houve, aí, novo empate, 17 a 17. Porém, como os brasileiros tiveram o tiro mais próximo ao alvo (10+ e 7 contra 9 e 8), ficaram com o ouro.

Apesar de placar elástico, Luiza Langone também precisou de última flecha para garantir ouro

No fim da tarde, aconteceram as definições individuais.

Luiza Langone faturou o ouro do recurvo feminino, com uma vitória sobre Isabella Chorvat, da Argentina, por 6 a 2, em um confronto muito apertado (27 a 26, 27 a 27, 26 a 26 e 27 a 26). Na mesma categoria, Nicolly Miranda terminou em quarto lugar, ao perder para a colombiana Juana Cardona, por 6 a 4.

No último confronto do dia, Lucas Wudson terminou com a prata do recurvo masculino, ao cair para Gabriel Tonina, da Argentina, por 6 a 0. João Pedro Venturini perdeu a disputa de bronze do composto masculino para o chileno Oscar Verdugo, por 140 a 133.

Interessado em cinema, esporte, estudos queer e viagens. Se juntar tudo isso melhor ainda. Mestrando em Estudos Olímpicos na IOA. Estive em Tóquio 2020.

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