Siga o OTD

Jogos Sul-Americanos da Juventude

 

Brasil fatura 12 medalhas no primeiro dia da natação e argentina dá show



Argentina de 17 anos quebra dois recordes sul-americanos absolutos e leva três ouros nos Jogos Sul-Americanos da Juventude Panamá 2026



Agostina Hein jogos sul-americanos da juventude panamá 2026
JSJPanama26

O Brasil terminou com 12 medalhas no primeiro dia de natação nos Jogos Sul-Americanos Panamá 2026. Foi o país com mais pódios, mas a Argentina terminou com cinco ouros, contra quatro do Brasil. Veio da Argentina também o principal destaque da noite: Agostina Hein, atleta que fará 18 anos no próximo dia 24 de abril, sexta-feira que vem. Na noite desta quinta-feira, dia 16, a adolescente bateu dois recordes sul-americanos absolutos, que pertenciam a Maria Fernanda Costa e Joanna Maranhão.

+ SIGA O OTD NO WHATSAPPYOUTUBETWITTERINSTAGRAMTIK TOK E FACEBOOK

Dos quatro ouros do Brasil, três vieram com dobradinhas. O primeiro ouro de Davi Vallim foi acompanhado pela prata de Pedro Oliveira, enquanto o segundo teve Arthur Werner ao seu lado no pódio. Já Rayssa de Souza, único ouro feminino da natação brasileira, liderou a dobradinha com Stefany Costa. Kauã Santos foi o responsável pelo quarto ouro do Brasil, que também obteve cinco pratas e três bronzes no Complexo Aquático da Cidade do Panamá.

Davi Vallim encabeçou duas dobradinhas brasileiras

Davi Vallim liderou uma dobradinha brasileira nos 200m medley. O brasileiro venceu com 2:01.38, passando todas as parciais na frente. Pedro Oliveira teve uma boa briga pela prata, terminando em 2:04.48, na frente do chileno Matias Mejias, que ficou com 2:05.43.

O segundo ouro do dia veio nos 100m peito masculino, com Kauã Santos. O atleta liderou do início ao fim para terminar a prova com 1:01.31. O equatoriano Juan Diego Leon ficou com a prata, com 1:03.14 e a torcida panamenha entrou em polvorosa com o bronze de Raul Antadillas, que terminou com 1:03.56. Davi dos Santos terminou em quinto, com 1:05.35.

O primeiro ouro feminino também veio com uma dobradinha do Brasil. Rayssa de Souza venceu com 1:11.32, 14 centésimos à frente de Stefany Costa, prata com 1:11.46. A equatoriana Victoria Edgar levou o bronze, com 1:11.57. A chilena Laura Fingerhuth virou em primeiro, mas terminou apenas em quinto lugar.

A terceira e última dobradinha do dia da seleção brasileira foi alcançada nos 50m costas. Davi Vallim conquistou sua segunda medalha de ouro da noite, ao completar a piscina em 25.68. Arthur Werner ficou com a prata, com 26.25. O argentino Matias Chaillou obteve o bronze, com 26.30.

Agostina Hein é o principal nome do primeiro dia

Agostina Hein iniciou a sessão com uma performance impressionante nos 800m livre. A argentina dominou do início ao fim, terminando com quase uma piscina de vantagem sobre as rivais. Ela quebrou o recorde sul-americano, vencendo com 8:22.01, um tempo quase dois segundos abaixo da marca que era de Maria Fernanda Costa. O recorde antigo, de 8:23.98, havia sido estabelecido no dia 6 de abril por Mafê Costa no Campeonato Australiano em Gold Coast.

Malena Santillán ficou com a prata, com 8:48.16. Manuela Scaldini conquistou a primeira medalha brasileira da natação, bronze, com 8:54.31. Carolina Rodrigues terminou em quinto, com 9:01.45.

Poucos minutos depois, Hein voltou para conquistar um novo ouro e novo recorde sul-americano adulto, desta vez nos 200m medley, com 2:10.82. Ela já havia batido o recorde argentino absoluto pela manhã, 2:11.94 e desta vez bateu o recorde continental que era de Joanna Maranhão, do Campeonato Mundial de 2017, com 2:11.24.

A fenômeno argentina liderou uma dobradinha argentina, já que Laila Chain fez 2:13.68. Manu Scaldini nadou pela primeira vez abaixo dos 2min20s para ficar com o bronze, seu segundo da noite, terminando a prova em 2:17.49. Sophia de Andrade terminou em quarto, com 2:21.10.

Matias Chaillou bate brasileiros e vence nos 100m livre

A maior surpresa do dia ficou por conta da vitória do argentino Matias Chaillou nos 100m livre, com tempo de 49.62. Celso Luis Ferreira trouxe a prata para o Brasil, com 50.12. O venezuelano Dennis Perez ficou com o bronze, completando em 50.28. Kauã Lopes terminou em quarto, nadando para 50.87.

Minutos depois, mais uma prata para o Brasil nos 100m livre. Joice Otero completou a prova em 56.83, atrás da uruguaia Angelina Solari, campeã com 56.31 e responsável pela primeira medalha de ouro do país nos Jogos Sul-Americanos da Juventude Panamá 2026. Ana Julia Aguiar terminou em quarto, com 57.78.

A última prova individual do dia contou com uma dobradinha argentina: Cecilia Dieleke venceu os 50m livre, com 28.67, enquanto Laila Chain ficou com a prata, com 28.90. Renata Branchi disputou braçada a braçada o bronze, conquistando seu lugar no pódio, com 29.91, cinco centésimos à frente da venezuelana Ana Verde. Maria Krupacz também ficou muito perto, terminando em quinto lugar, com 30.03.

Na prova que fechou a sessão noturna, a Argentina venceu os 4x100m livre misto. Máximo Aguilar abriu para time albiceleste, que ainda contou com Matias Chaillou, Malena Santillán e Agostina Hein, que obteve seu terceiro ouro do dia e fechou para 3:33.82. O Brasil chegou a liderar na primeira e na terceira parcial, mas o time queimou a passagem de Ana Júlia Aguiar e Joice Otero. Davi Vallim e Kauã Lopes também participaram da equipe.

Melhor para a Venezuela, que ficou com a prata, com 3:39.04 e para a Colômbia, bronze, com 3:46.07.

Veja todas as medalhas brasileiras no primeiro dia de natação nos Jogos Sul-Americanos da Juventude Panamá 2026:

Ouro

  • Davi Vallim (200m medley masculino)
  • Kauã Santos (100m peito masculino)
  • Rayssa de Souza (100m peito feminino)
  • Davi Vallim (50m costas masculino)

Prata

  • Pedro Oliveira (200m medley masculino)
  • Celso Luís Ferreira (100m livre masculino)
  • Joice Otero (100m livre feminino)
  • Stefany Costa (100m peito feminino)
  • Arthur Werner (50m costas masculino)

Bronze

  • Manuela Scaldini (800m livre feminino)
  • Manuela Scaldini (200m medley feminino)
  • Renata Branchi (50m costas feminino)

Interessado em cinema, esporte, estudos queer e viagens. Se juntar tudo isso melhor ainda. Mestrando em Estudos Olímpicos na IOA. Estive em Tóquio 2020.

Mais em Jogos Sul-Americanos da Juventude