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Índia Vanuire, de Tupã (SP), vai à final no basquete

Jogos Escolares

Em terra indígena, escola de Tupã (SP) vai à final no basquete

Destaque da Escola Estadual Índia Vanuire, localizada na Terra Indígena Vanuire, em Tupã (SP), Suelen Ferreira mora em alojamento no interior paulista com outras 18 meninas

Ana Patricia/Inovafoto/COB

Em terra indígena, escola de Tupã (SP) vai à final no basquete

São Paulo e Espírito Santo vão reeditar a final de Natal 2018 do basquete feminino mirim – 12 a 14 anos – nos Jogos Escolares da Juventude Blumenau 2019. Nesta terça, 19, a Escola Estadual Índia Vanuire, localizada na Terra Indígena Vanuire, em Tupã (SP), derrotou a SATC, de Criciúma (SC), por 63 x 34 na primeira semifinal. Logo depois, a UMEF Professora Nice de Paula, de Vila Velha (ES) venceu o Colégio Santa Emília, de Recife (PE), por 46 x 35. A decisão da medalha de ouro acontece nesta quarta, às 9h45, no ginásio do Sesi.

Quatro atletas da Índia Vanuire marcaram pelo menos dez pontos na partida contra as campeãs catarinenses. A cestinha foi Mariah Jesus, com 13 pontos. Niccoly Aguiar anotou 11, Suelen Ferreira e Brenda Souza, dez. Natural de Ribeirão Preto (SP), a armadora Suelen, a Sussu, é uma das cinco atletas campeãs sul-americanas sub-14 que disputam os Jogos Escolares da Juventude em Blumenau.

“Participar dos Jogos Escolares me deixa muito feliz. Temos grandes chances de ser campeãs e isso é um incentivo a mais”, disse a jovem de 14 anos. “Moro em um alojamento com outras 18 meninas em Tupã. Não é fácil, mas é muito divertido. Faz pouco tempo que eu me dedico exclusivamente ao basquete. Pratiquei de tudo: atletismo, judô, vôlei, badminton, todas as modalidades mesmo”.

Observadora dos Jogos Escolares da Juventude Blumenau 2019 e assistente técnica da seleção brasileira feminina sub-16, Bruna Heloísa Rodrigues acompanhou as semifinais atentamente.

“Sou grata demais aos Jogos Escolares. Foi por causa do meu trabalho em Curitiba 2017 que a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) me convocou para trabalhar com a seleção”, disse a treinadora de 26 anos, que possuía em mãos formulários com todos os detalhes das atletas participantes dos Jogos. “Tenho 120 questionários completos aqui. Esse time de São Paulo, da Índia Vanuire, por exemplo, treina seis dias por semana em dois períodos. Volume e intensidade fazem a diferença”.

Além de Sussu, outras quatro atletas do torneio feminino de basquete dos Jogos Escolares da Juventude sagraram-se campeãs sul-americanas sub-14 em Guayaquil (Equador), em julho desse ano, quando o Brasil derrotou a Argentina por 52 a 38.

São elas: a ala Fernanda da Cunha Alexandre, de 13 anos e 1,75m, descoberta no projeto social Associação de Basquete de Terra Rica (ABAT), município com apenas 17 mil habitantes no Paraná; a ala/pivô Alexia Dagba, do Colégio Santa Emília (PE); a armadora catarinense Paula Carvalho; e a carioca Ariane Oliveira.

Outras duas atletas que disputam os Jogos Escolares da Juventude estavam entre as 14 que começaram os treinos para a disputa do Sul-americano: Brenda Souza, de São Paulo, e Clarice Borges, de Pernambuco. “Foi uma experiência muito boa. Infelizmente fui cortada de última hora, mas faz parte do esporte”, disse a pivô Brenda, da equipe de Tupã.

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Fundadora da escola paulista, a Índia Vanuire também foi homenageada com o museu Histórico e Pedagógico, de Tupã. Seu acervo é composto por quase 40 mil itens e inclui uma coleção etnográfica representando diversas nações indígenas brasileiras. Já a patrona da escola e do museu morreu em 1918 e com seus cânticos em favor da paz, entoados em cima de um jequitibá, ela foi fundamental na “pacificação” entre brancos e índios caingangues no oeste paulista.

Os Jogos Escolares da Juventude são uma realização do Comitê Olímpico do Brasil (COB), com o apoio da Prefeitura de Blumenau e do Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte).

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