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Um ano de redenção para Thiago Braz?

Após seis meses de ausência, o campeão olímpico no salto com vara retorna subindo ao pódio. Será que Thiago Braz terá um 2018 com mais motivos para sorrir?

Thiago Braz salto com vara

Thiago Braz inicia 2018 com pódio: esperança de mais triunfos do que no ano passado (Crédito: Wander Roberto/Exemplus/COB)

Nunca a expressão “ano novo, vida nova” teve para alguém uma importância tão grande quanto para Thiago Braz. O campeão olímpico do salto com vara na Olimpíada Rio-2016 iniciou a temporada de 2018 em busca de uma redenção. Após um 2017 cheio de recordações amargas, ele voltou às competições após seis meses e chegou ao pódio. Nesta sexta-feira, ele faturou a medalha de prata em um meeting indoor (pista coberta) em Berlim, competição preparatória para o Mundial de atletismo indoor em Birmimgham, no mês de março.

A pergunta que não quer calar: será que dá para animar?

Há um ano, havia uma expectativa enorme a respeito do início de ciclo olímpico de Thiago Braz. Com o Mundial de Londres no radar, ele iniciou o ano também com uma série de provas em pista coberta, como manda o calendário. Há praticamente um ano, em 28 de janeiro, mandou um 5,86 m em um meeting em Rouen, na França. Deixou para trás ninguém menos do que o francês Renaud Lavillenie, seu rival na final olímpica.

Em outras duas provas em pista coberta, conseguiu repetir o 5,86 m em Berlim (10/2) e marcou 5,71 m em Clermont-Ferrand (França). Nada mal para começar o ano. Os problemas apareceram no início da temporada ao ar livre. O desempenho em uma prova em Xangai (China), com 5,60 m, no dia 13 de maio, acabou sendo o melhor de 2017. A partir de etão, uma série de provas ruins, algumas em que nem chegava a obter marca. Entre elas, a etapa de Rabat (Marrocos), válida pela Liga Diamante, em 16 de julho.

Logo depois, veio o anúncio da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) de que Thiago Braz não iria competir no Mundial de Londres. “Preservar” o campeão olímpico era a justificativa apresentada, além de uma lesão nas costas e de problemas pessoais que o atrapalhavam nas competições.

Página virada

Eis que seis meses depois, em Berlim, Thiago volta a uma competição e logo de cara, leva uma medalha de prata. Marca de 5,70 m, tendo quase marcado 5,78 m. Foi superado apenas pelo polonês Lisek Piotr, com 5,83 m e deixando para trás Lavillenie, que como os mesmos 5,70 m, foi superado nos critérios de desempate.

Agora, um detalhe que pode sinalizar um 2018 mais positivo para o campeão olímpico. Segundo informa a nota publicada no site da CBAt, o brasileiro estreou na Alemanha uma nova técnica, que exige 18 passadas para o salto e segundo o treinador ucraniano Vitaly Petrov, será o caminho natural para Thiago Braz alcançar os bons resultados.

No ano passado, o superintendente da CBAt, Antonio Carlos Gomes, revelou que após reunião com Petrov, foi definida uma mudança na preparação do saltador, que estabeleceu como meta para o brasileiro bater o recorde mundial da prova (6,16 m) até a disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020.

Meta ousada? Pode até ser. Mas se isso servir de motivação psicológica para reforçar  a auto-confiança de Thiago Braz, o ano de 2018 promete ser bem melhor do que 2017.

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