O Grupo H fecha a fase preliminar do Mundial de Handebol Feminino 2025 com quatro seleções de estilos muito distintos e histórias profundas entre si: Noruega, República da Coreia, Angola e Cazaquistão. Os jogos acontecem na cidade de Trier, palco também do Grupo D, e reúnem duas campeãs continentais — Angola (África) e Cazaquistão (Ásia em anos anteriores) — além do tradicional duelo entre norueguesas e coreanas.
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A Noruega, atual campeã olímpica e uma das seleções mais vitoriosas do século, larga como ampla favorita. O restante da chave promete equilíbrio, especialmente entre Angola e Coreia, que já protagonizaram confrontos memoráveis em Mundiais e Jogos Olímpicos.
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Noruega amplia domínio no duelo histórico contra a Coreia
O encontro entre Noruega e República da Coreia é um clássico do handebol internacional. As duas seleções já decidiram medalhas olímpicas e disputaram jogos marcantes desde a década de 1990. A Coreia levou a melhor na final de Barcelona-1992, mas a Noruega venceu encontros decisivos em Sydney-2000 e na semifinal de Pequim-2008.
Nos últimos anos, a diferença aumentou de forma clara. No Mundial de 2019, as norueguesas venceram por 36 a 25, e em 2023, a vantagem foi ainda maior: 33 a 23. No ciclo olímpico, a Noruega voltou a impor seu domínio com vitória por 26 a 20 na fase inicial de Paris-2024.
Mesmo passando por renovação — após as saídas de Camilla Herrem e Oftedal, além das ausências por gravidez de Kari Brattset Dale, Silje Solberg e Sanna Solberg —, a equipe segue muito acima das demais adversárias do grupo.
Noruega tem 100% de aproveitamento histórico contra Angola e Cazaquistão, com vitórias de larga margem em praticamente todos os confrontos oficiais.
Angola tenta repetir força do último Mundial e mirar nova classificação
Angola chega ao Mundial motivada pelo desempenho sólido em 2023, quando voltou a avançar à segunda fase após oito anos. A equipe combina experiência e poder físico, e tem histórico competitivo recente contra a Coreia.
As africanas venceram as asiáticas em dois dos últimos encontros de Mundial:
• 30 x 29 nas oitavas em 2011
• 33 x 31 na fase principal de 2023
Além disso, empataram por 31 x 31 nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020.
Por outro lado, a Noruega domina completamente o confronto: seis vitórias em Mundiais e outras quatro em Jogos Olímpicos. Ainda assim, Angola se apresenta como forte candidata à segunda vaga do grupo.
Coreia alterna grandes campanhas e tenta retomar competitividade
A República da Coreia é uma das seleções mais tradicionais da Ásia, com ouro olímpico e histórico de campanhas expressivas. No entanto, nos últimos anos, o time tem sofrido para manter o mesmo nível de décadas anteriores.
Contra a Noruega, as derrotas têm sido cada vez mais amplas. O confronto direto com Angola deve decidir a vaga na segunda fase, mas o retrospecto recente favorece as africanas. Contra o Cazaquistão, porém, a Coreia tem soberania quase total: 16 vitórias em 18 jogos, incluindo amplas vantagens em Mundiais e no Campeonato Asiático.
Cazaquistão tenta surpreender, mas tem confronto duro pela frente
O Cazaquistão entra no grupo com o histórico mais modesto entre as quatro seleções. A equipe perdeu todos os confrontos contra a Noruega por diferenças superiores a dez gols — chegando a 28 gols de desvantagem em 2021.
Contra a Coreia, o histórico também é amplamente desfavorável, com quatro derrotas recentes por diferença média de 18 gols. A equipe soma apenas duas vitórias históricas sobre as coreanas, ambas em finais do Campeonato Asiático nos anos 2000.
A disputa direta com Angola e Coreia será determinante, mas o cenário inicial aponta dificuldades para avançar.
Panorama geral do Grupo H
A Noruega desponta como líder natural da chave e forte candidata a avançar com pontuação máxima. Angola e República da Coreia devem travar o duelo mais equilibrado pela segunda vaga, enquanto o Cazaquistão tenta quebrar um retrospecto amplamente desfavorável contra as demais seleções asiáticas e europeias.
O grupo reúne tradição, rivalidades antigas e diferenças marcantes de estilo — combinação que promete jogos intensos em Trier.