O Grupo E do Campeonato Mundial Feminino de Handebol 2025 reúne seleções de três continentes e promete jogos de alto nível na Ahoy Arena, em Roterdã. Campeã mundial em 2019 e uma das anfitriãs do torneio, a Holanda chega como grande favorita a uma vaga entre as oito melhores e busca voltar a disputar medalhas após sua campanha histórica no Japão.
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Mesmo com mudanças no elenco desde o título mundial, as neerlandesas seguem entre as principais forças da modalidade. Após terminarem em nono lugar na edição de 2021 e em quinto em 2023, a equipe comandada por Henrik Signell entra na fase de grupos com vantagem nos históricos contra dois dos seus três adversários: Argentina e Áustria. O Egito, que estreia em Mundiais, nunca enfrentou a Holanda em competições oficiais.
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Holanda tem ampla vantagem no histórico
A estreia será contra a Argentina, rival que a Holanda venceu em todas as quatro partidas realizadas nos últimos 13 anos — incluindo confrontos nos Pré-Olímpicos de Londres 2012 e Paris 2024, além dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e do Mundial de 2023. A diferença no placar foi crescente nos encontros mais recentes, com vitórias neerlandesas por 41 a 26 (2023) e 34 a 22 (2024).
Contra a Áustria, o domínio também é claro: cinco vitórias em seis confrontos, incluindo o duelo mais recente, pelas Eliminatórias do Campeonato Europeu 2020, vencido por 32 a 24. O único encontro em Mundiais aconteceu em 1986, também com triunfo da Holanda. A seleção austríaca venceu apenas uma vez, no Campeonato Europeu de 1998.
Com a Ahoy Arena já com ingressos esgotados, a Holanda aposta na experiência de nomes como Estavana Polman e Lois Abbingh — MVP e artilheira do Mundial de 2019 — além de Dione Housheer, Angela Malestein e Bo van Wetering. Quem liderar o grupo terá vantagem no cruzamento com o Grupo F, que reúne França, Polônia, Tunísia e China.
Áustria, Argentina e Egito lutam por vaga na segunda fase
A Áustria chega embalada por boas campanhas recentes: avançou à etapa principal nas duas últimas edições, somando duas vitórias em cada ano e encerrando em 16º e 19º lugares. O único jogo recente contra a Argentina terminou com triunfo sul-americano por 31 a 29 no Mundial de 2021, em um duelo marcado por baixas austríacas por Covid-19.
Argentina e Egito também entram na disputa direta pela vaga. As argentinas têm avançado com regularidade às fases principais — foram 21º e 20º colocadas nos dois últimos Mundiais — e venceram duas partidas em cada uma das três edições mais recentes. Um desempenho semelhante pode levá-las ao marco de 20 vitórias na história da competição.
O Egito é uma das três estreias desta edição do Mundial e chega após o quarto lugar no Campeonato Africano de 2024, atrás de Senegal, Angola e Tunísia — todas também classificadas para o Mundial de 2025.