O Grupo F do Campeonato Mundial Feminino de Handebol 2025 será disputado na Maaspoort, em ’s-Hertogenbosch, nos Países Baixos, e reunirá seleções de três continentes: França e Polônia (Europa), Tunísia (África) e China (Ásia). Três das quatro equipes avançam para a próxima fase.
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A grande favorita do grupo é a França, atual campeã mundial. As francesas venceram 17 dos últimos 18 jogos em Mundiais e perderam apenas quatro das últimas 34 partidas na competição, chegando à final em três das últimas quatro edições. No ciclo recente, França e Noruega dominaram o cenário mundial e olímpico, conquistando os últimos cinco títulos mundiais e as últimas duas medalhas de ouro olímpicas.
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Transição no comando, mas histórico favorável
Em 2025, porém, as francesas vivem um momento de transição. Após os Jogos Olímpicos de Paris, Olivier Krumbholz deixou o cargo e seu ex-assistente, Sebastian Gardillou, assumiu o comando técnico. A equipe também terá desfalques importantes. As armadoras Estelle Nze Minko e Laura Flippes estão grávidas, e a ponteira Chloé Valentini deu à luz em setembro.
Mesmo assim, a França chega com vantagem nos confrontos diretos contra Tunísia e China. Contra as chinesas, venceu duas das três partidas realizadas, incluindo o único encontro em Mundiais, por 29 a 18, em 2001. Nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, cada equipe venceu uma partida: China por 21 a 18 na fase de grupos, e França por 31 a 23 no jogo de 5º lugar.
Diante da Tunísia, o retrospecto é 100% francês: 25 a 17 no Mundial de 2011 e 33 a 15 no Pré-Olímpico do Rio 2016.
Polônia, o adversário mais perigoso
A Polônia é o time que mais dificuldades tem imposto às francesas ao longo da história. As polonesas venceram os dois primeiros confrontos em Mundiais (1986 e 1997) e conquistaram uma vitória marcante nas quartas de final de 2013, eliminando a França por 22 a 21.
Nos últimos nove anos, porém, a França reassumiu o controle do duelo, com três vitórias consecutiva. Dois desses triunfos foram por mais de dez gols. 26 a 16 na fase principal do Mundial de 2021 e 35 a 22 no Europeu de 2024, a maior diferença já registrada entre as equipes.
Polônia busca reagir após anos difíceis
A Polônia chega ao Mundial tentando recuperar o protagonismo que teve em 2013 e 2015, quando terminou em quarto lugar. Desde então, não voltou ao top-15 e acabou na 15ª posição em 2021.
O histórico contra as demais equipes do grupo é amplamente favorável: três vitórias em três jogos contra a China e triunfo por 29 a 23 sobre a Tunísia no Mundial de 2007.
China tenta voltar aos melhores tempos; Tunísia confia no confronto direto
A China disputa o Mundial pela 19ª vez seguida. Seu melhor resultado foi o oitavo lugar em 1990; mais recentemente, alcançou o 12º lugar em 2009. No retrospecto contra a Tunísia, as chinesas perderam todas as três partidas disputadas: 30 a 27 (2007), 28 a 23 (2013) e 32 a 31 (2017).
A Tunísia, por sua vez, tenta alcançar a segunda fase pela primeira vez em 11 participações. O desempenho no confronto direto contra a China mantém vivas as chances de classificação: três jogos, três vitórias.