De Assunção – O Brasil ganhou a medalha de ouro no handebol feminino nos Jogos Pan-Americanos Júnior Assunção-2025. A final foi um jogo tenso contra a Argentina, como costuma ser nas grandes finais entre as duas equipes. Mas com o brilho ofensivo e defensivo de Raquel Ladeia, a seleção brasileira ganhou o duelo por 22 a 19 e garantiu o título do Pan Júnior.
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Raquel Ladeia é natural de Goiânia, mas se mudou com 13 anos para o Recife a convite do técnico Cristiano Rocha, que atualmente é o treinador da seleção brasileira adulta. Assim, ela se mudou com a família para a capital pernambucana em busca do sonho de ser jogadora de handebol. Atualmente, ela joga no Clube Português, um dos mais tradicionais do handebol brasileiro.
Final tensa, mas defesa se sobressaiu
A armadora esquerda já se destaca pelo clube e nas seleções de base. E foi o grande nome da campanha brasileira nos Jogos Pan-Americanos Júnior de Assunção. Ela foi a artilheira do país com 38 gols, incluindo sete na final contra a Argentina. “Brasil e Argentina sempre é com a emoção à flor da pele. Foi um jogo bastante pegado, mas a gente conseguiu impor nosso ritmo do começo ao fim e levar essa vitória para o Brasil”, avaliou Raquel após a partida.
Para a jogadora, um dos pontos chave da conquista do ouro foi o trabalho defensivo. O Brasil chegou na final como o time menos vazado da competição e cresceu na defesa nos minutos finais da partida para confirmar a medalha de ouro. “A gente chegou aqui como a defesa que levou menos gol. E mostramos a nossa garra brasileira para impor nosso ritmo ali na defesa. Nos unimos, puxando a mão da outra. E foi isso que levou a nossa vitória”, comentou.
Sonho de criança
Após a vitória nos Jogos Pan-Americanos Júnior, Raquel Ladeia quer manter a hegemonia no continente. A próxima missão da atleta pelo Brasil é o Campeonato Sul-Centro Americano Júnior que acontece no final do ano. E ela quer jogar bem na competição, para chegar no seu próximo sonho. “Acredito que a minha próxima meta agora é o sul-centro júnior que acontece em novembro. Mas espero muito poder vestir a amarelinha pela seleção adulta. É o meu sonho de criança”, concluiu. E se Raquel continuar atuando em quadra como em Assunção, esse sonho está bem próximo de virar realidade.