Um dos destaques da seleção brasileira de handebol feminino veio de um dos locais mais isolados do país. A ponta Ana Karolina Nunes nasceu no arquipélago de Fernando de Noronha. E foi lá onde ela conheceu o handebol e começou a praticar a modalidade. Após se destacar na ilha, Karol foi jogar no continente, no Clube Português do Recife, um dos times mais tradicionais do handebol brasileiro. E de lá a jovem noronhense partiu para o mundo, jogando com a seleção brasileira.
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Karol Nunes começou a jogar handebol em Fernando de Noronha em um projeto comandado pelo técnico Isaac Lira. “Eu comecei lá com o professor Isaac, a quem agradeço muito, porque se ele não tivesse me apresentado o handebol eu não poderia estar aqui, vivendo um momento muito importante para a minha vida”, contou a atleta em entrevista ao Olimpíada Todo Dia.
Após iniciar na quadra da Escola Arquipélago em Fernando de Noronha, Karol Nunes foi para o Recife, para jogar no Clube Português, uma das equipes mais tradicionais do handebol brasileiro. “Foi uma coisa muito feliz porque foi como eu vi o handebol mais aprofundado mais. E foi muito importante para ver que o handebol era um negócio que poderia me levar a lugares longe. Então eu comecei lá na ilha com meus amigos e Tio Isaac e hoje a gente está aqui na seleção brasileira”, afirmou Karol.
Artilheira no Paraguai
Com 19 anos, Karol Nunes já tem resultados expressivos. Já foi campeã sul-centro americana com a seleção sub-18 e disputou o Mundial Juvenil no ano passado na China. Além disso, a ponta foi campeã brasileira júnior com o Português em 2024. Em Assunção-2025, ela já tem se destacado e foi uma das artilheiras da vitória do Brasil sobre o México anotando cinco gols. Karol avaliou o desempenho da equipe na estreia: “uma estreia boa. A gente sabe nosso potencial. Entramos firme, consertamos o que tinha que consertar, conversando com os técnicos. E vamos manter o nível melhorando a cada jogo.”
O Brasil está no grupo A do handebol feminino nos Jogos Pan-Americanos Júnior de Assunção com Argentina, México e Cuba. Nesta segunda-feira (11), às 9h, as brasileiras jogarm contra as cubanas. Na terça (12), às 11h30, o duelo decisivo contra as argentinas que deve valer a liderança do grupo.