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Halterofilismo

 

Tayana ganha primeira medalha, e Brasil soma mais duas pratas no Mundial



Brasileira, atual campeã paralímpica, bateu mais uma vez o recorde das Américas no fechamento da competição. Brasil sai com maior número de medalhas na história, porém sem ouro



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Campeã paralímpica conquista a primeira medalha em mundiais após cinco edições (Ana Patrícia Almeida/CPB)

A brasileira Tayana Medeiros conquistou a prata na categoria até 86 quilos do Mundial de Halterofilismo do Cairo, no Egito. Ela levantou 147 kg nesta sexta-feira (17), novo recorde das Américas. Foi a primeira medalha da atual campeã paralímpica no individual em mundiais.

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A prata de Tayana foi a primeira de duas do Brasil no dia. A outra foi conquistada por Gustavo Amaral na categoria acima de 107 quilos. Também foi a primeira medalha dele e também veio com recorde das Américas, 251 kg.

Cinco pódios

Assim, a delegação fecha a edição deste ano com cinco pódios, maior número do Brasil em mundiais. Foram três pratas, as de Tayana e Gustavo e a da bicampeã paralímpica Mariana D’Andrea, e os bronzes de Marco Túlio e Lara Lima.

O resultado já é o melhor do Brasil em um Mundial de Halterofilismo em número de medalhas superando Dubai-2023. Há dois anos, porém, a delegação trouxe um ouro, além de uma prata.

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Quinta vez

Tayana Medeiros participou na capital egípcia pela quinta vez de um Mundial de Halterofilismo. Até então, havia sido oitava colocada no individual em três oportunidades. Por equipes, foi vice-campeã no feminino em Dubai há dois anos.

Nesta sexta-feira, a brasileira cravou os 147 kg na primeira tentativa. A chinesa Feifei Zheng, medalhista de prata nos Jogos de Paris e de Tóquio, ficou com o ouro com 153 kg. O bronze foi para a nigeriana Ibeh Blessing com 136 kg. A outra brasileira na competição, Gabrielle Lima, ergueu 126 kg e ficou em 12º.

Tayana começou a disputa com os 147 kg e obteve sucesso. Na segunda tentativa subiu para 152 kg e na terceira tentou 155 kg, ambas, porém, sem validação. Zheng levantou os 153 kg na segunda tentativa. Ela já havia conseguido 147 kg na primeira. Na última, arriscou 156 kg e não conseguiu.

Disputa acirrada

Gustavo Amaral travou uma disputa acirrada pela prata contra o georgiano Akaki Jintcharadze e o russo Konstantin Matsnev. A decisão ficou para a terceira e última tentativa. O brasileiro, último dos três a competir, entrou na plataforma em quarto lugar, precisando validar os 251 kg para ir ao pódio.

O ouro terminou com Ahmad Aminzadeh. O iraniano sobrou e já na primeira tentativa registrou 255 kg. Ele ainda validou 260 kg na segunda, marca que valeu o título. A seguir, foi para 270 kg, sem sucesso. O bronze ficou com os 250 kg de Akaki Jintcharadze.

Jornalista com mais de 20 anos de profissão, mais da metade deles na área de esportes. Está no OTD desde 2019 e, por ele, já cobriu 'in loco' os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, os Olímpicos de Paris, além dos Jogos Pan-Americanos de Lima e de Santiago

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