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Ginástica Rítmica

Conjunto do Brasil estreia coreografia nova nessa semana

Seleção brasileira de conjunto irá apresentar sua nova prova mista na etapa da Grécia da Copa do Mundo de ginástica rítmica

Conjunto do Brasil no treino de pódio do Mundial de ginástica rítmica em Valência na Espanha
(Foto: Ricardo Bufolin/CBG)

Vai começar o ano para a ginástica rítmica brasileira. Nesta semana, entre os dias 22 e 24 de março, o Brasil compete na Copa do Mundo de Atenas, na Grécia. Em ação, Babi Domingos e Maria Eduarda Alexandre no individual, assim como a seleção brasileira de conjunto, que irá apresentar pela primeira vez a sua série nova na prova mista.

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A seleção embarcou para a Europa com objetivo de competir na primeira perna de etapas da Copa do Mundo de Ginástica Rítmica. A primeira parada é na Grécia e, de lá, o grupo segue para a Bulgária, onde vai treinar e se preparar para a segunda etapa da Copa do Mundo, em Sofia, entre 12 e 14 de abril. Em busca de uma medalha olímpica, o Brasil aposta na nova série mista do conjunto. A nova prova tem uma coreografia nova, com um mix de ritmos e referências culturais do Brasil e além disso, o grau de dificuldade aumentou para tentar subir a nota das brasileiras.

“A gente tem uma identidade brasileira muito forte sobretudo na parte artística, elemento que vem sendo mais valorizado no código de pontuação da Federação Internacional. Adicionamos também mais dificuldades com o objetivo de fazer a diferença na nota final. Mas a grande novidade é que trouxemos um mix de músicas brasileiras. Nossa ideia é mostrar a brasilidade, toda a ginga, toda a alegria do povo brasileiro nessa nova coreografia”, explicou Camila Ferezin, técnica da seleção.

Como um desfile na Sapucaí

A nova coreografia passa por várias fases, com cada movimento trazendo uma referência. A ideia é que a a série siga a estrutura parecida com as alas de um desfile de escolas de samba, como explica a coreógrafa Bruna Martins. Assim, o conjunto irá fazer referência aos povos indígenas, ao Rei Pelé, à Gisele Büdchen e Rebeca Andrade, entre outros. “Essa coreografia é uma homenagem a pessoas, à cultura brasileira. Como não conseguimos chegar em apenas um elemento para homenagear, resolvemos fazer o contexto brasileiro como um todo. Teremos essa mistura sendo apresentada como um enredo de escola de samba e os gestos de cada homenageado vão sendo reproduzidos dentro dos nossos passos de dança”, comentou Bruna.

A prova simples do conjunto do Brasil, com os cinco aros, será a mesma do ano passado. As brasileiras irão se apresentar ao som de “I wanna dance with Somebody”, na voz de Whitney Houston. Já essa série nova, com fitas e bolas, envolvem pop, samba e funk brasileiros.

“Fizemos uma mistura das músicas que mais escutamos quando estamos no exterior e as pessoas nos procuram para falar do Brasil. Um dos destaques fica para a introdução, com a música da Anavitória, ‘Amarelo, Azul e Branco’, que fala justamente sobre se apresentar e se mostrar para o mundo. A partir daí vêm o samba, o funk. É com essa mistura de referências que a gente espera surpreender. E que o público torça, cante junto com a gente e comemore muito, porque com certeza vamos trazer bons resultados”, finalizou Camila Ferezin.

*Com informações do Comitê Olímpico do Brasil

Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e viciado em esportes

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