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Ginástica Artística

 

Flávia Saraiva celebra fim de tabu pessoal no Mundial de Jacarta



Flávia Saraiva comemora acerto da série na final da trave no Mundial de Jacarta e celebra retorno às decisões após seis anos.



Flávia Saraiva celebra final no Mundial de Ginástica Artística
Foto: Melogym/CBG

Depois de seis anos sem disputar uma final de trave em Mundiais, Flávia Saraiva saiu satisfeita com sua apresentação no Campeonato Mundial de Ginástica Artística de Jacarta, na Indonésia. Neste sábado (25), a brasileira terminou em quarto lugar, com 13.900 pontos, e destacou a alegria por ter acertado a série em uma decisão.

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“Eu estou muito feliz de conseguir acertar a série. Consegui tirar esse negócio de mim, que em final a Flávia não acerta. Então fiquei muito orgulhosa do meu trabalho, de tudo que fiz durante o ano”, afirmou Flavinha em declaração para a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).

A última vez que Flávia Saraiva disputou a final da trave no Campeonato Mundial de Ginástica Artística foi em 2019. Naquela oportunidade, a brasileira encerrou sua participação em sétimo lugar. “Desde o Mundial de 2019 sem pegar final. Como é que é bom, né? Eu senti muita falta disso. Eu amo competir na trave, meu melhor aparelho”, comemorou.

Final em alto nível

Flávia Saraiva abriu a disputa da trave e marcou 5.7 de dificuldade e 8.200 de execução. O ouro ficou com a chinesa Zhang Qingying (15.166), seguida por Kaylia Nemour, da Argélia (14.300), e Aiko Sugihara, do Japão (14.166).

Na avaliação da ginasta, a final teve um nível técnico elevado, com todas as atletas completando suas séries. “Essa final de trave foi um pouco atípica. Todo mundo acertou e isso é muito bom para a ginástica. Mostra que a ginástica está se tornando mais competitiva. Então fiquei muito feliz de ter conseguido abrir a trave. Abrir com a série cravada, que pra mim foi muito importante, porque também é difícil você ser a primeira do aparelho assim já”, comentou.

Mirando LA-2028

A carioca também ressaltou o orgulho pelo desempenho e a motivação para seguir treinando na busca pela classificação olímpica. Além disso, vale lembrar que ela passou por uma cirurgia no ombro logo depois de Paris-2024 e disputou apenas a trave e o solo em Jacarta. “Agora é descansar um pouquinho e depois já voltar a treinar, porque não tem segredo, ano que vem já começa a corrida dos Jogos Olímpicos”, disse.

Jornalista recifense formado na Faculdade Boa Viagem apaixonado por futebol e grandes histórias. Trabalhando no movimento olímpico e paralímpico desde 2022.

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