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Paris 2024

Jade Barbosa nutre esperanças por Tóquio e cogita Paris

Jade Barbosa pensa nos Jogos Olímpicos de Tóquio e cogita Paris-2024, mas seu futuro na ginástica artística depende da recuperação da lesão no joelho

Jade Barbosa se lesionou no Mundial de Stuttgart (Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br)

O adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio se tornou motivo de esperança para Jade Barbosa. Aos 28 anos, a ginasta dona de duas medalhas mundiais teria que se recuperar em tempo recorde de uma contusão no joelho para brigar pela classificação olímpica através do Pan-Americano. A competição, assim como a Olimpíada, foi adiada e agora a carioca alimenta a expectativa de conseguir ir ao Japão. Mas se não der, ela cogita Paris-2024. Tudo isso, entretanto, depende do êxito na recuperação.

Jade Barbosa rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito durante o Mundial de Stuttgart, em outubro do último ano. A intervenção cirúrgica foi realizada um mês depois e o tempo de recuperação total para disputar a vaga no individual geral poderia chegar a um ano. O Campeonato Pan-Americano, chance derradeira de a ginasta ir aos Jogos Olímpicos de Tóquio, estava marcado para maio deste ano.

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Futuro

Com a pandemia do Coronavírus e o adiamento das competições, a carioca ganhou um valioso tempo para se recuperar. Ainda assim, Jade Barbosa acredita que seu futuro na ginástica artística depende dessa recuperação, conforme revelou em live nas redes sociais da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica).

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“É uma coisa muito difícil de decidir (se paro ou não). Eu tinha um desejo muito grande de ir para Tóquio e depois resolver o que aconteceria, porque eu também quero outras coisas para a Jade. A Jade quer fazer uma faculdade, ter um relacionamento, filhos e casar. Isso para a Jade. A Jade Barbosa ainda não está satisfeita no esporte. Ela gostaria de mais uma Olimpíada. Com esse adiamento abriu um fio de esperança para mim. Tenho que recuperar o joelho ou não adianta. Então minha prioridade é fazer uma boa recuperação. A partir disso, eu consigo decidir quanto tempo de ginástica ainda tenho”, disse, afirmando que a vontade é seguir para ajudar a seleção brasileira a estar em Paris-2024.

“Não gostaria de sair, porque eu sou muito apaixonada pelo que eu faço. Talvez não quatro aparelhos no próximo ciclo, talvez menos. É duro, porque temos poucas meninas. Tenho que me esforçar para fazer o individual geral, porque eu sei que isso é importante para o meu país. Se a gente não ter meninas fazendo o individual, poderemos não ter equipe na Olimpíada (de Paris-2024). Apesar de eu saber o quanto é duro manter o treinamento do individual geral… é uma luta diária. Não tenho uma resposta para vocês se eu fico ou se eu não fico. Quero muito ficar, mas tudo depende da minha recuperação. Já são quatro ciclos treinando com muita intensidade. Mas enquanto eu puder fazer, vou permanecer forte, mas precisa ser algo que eu suporte. Vamos ver depois de Tóquio”.

Recuperação

Jade Barbosa pensa nos Jogos Olímpicos de Tóquio e cogita Paris-2024, mas seu futuro na ginástica artística depende da recuperação da lesão no joelho
Jade Barbosa se lesionou no Mundial, mas pensa em Paris-2024 (Abelardo Mendes Jr/rededoesporte.gov.br)

Apesar de ter alimentado as esperanças de Jade Barbosa ir aos Jogos Olímpicos de Tóquio, a pandemia do novo Coronavírus está afetando o cronograma inicialmente traçado para a recuperação da ginasta, que está treinando apenas dentro de casa.

“Eu já estava fazendo paralela antes da pandemia, é sempre o primeiro aparelho que a gente pode fazer. Eu ia voltar a correr quando começou a quarentena. Tive que adiar algumas coisas. Estou fazendo tudo que eu posso dentro de casa, mas eu dependo muito dos aparelhos que têm em uma academia ou no próprio ginásio. Apesar de eu ter que postergar algumas coisas, eu sinto que a minha recuperação está acontecendo de alguma forma”, afirmou.

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De qualquer modo, Jade Barbosa analisa a recuperação de forma positiva, mesmo com o grau de dificuldade por se tratar de uma intervenção no joelho, local de muito impacto em quase todos os aparelhos da ginástica artística.

“Eu sabia que era uma lesão difícil, ainda mais cruzado. As pessoas falam: ‘Lesão de cruzado a recuperação é de quatro a seis meses’. Mas não é, para estar liberada de uma recuperação dessas e fazer todos os elementos são quase um ano. Eu sabia que viria muito tratamento pela frente”, disse.

“Se eu tivesse treinando normalmente, aposto que já teria começado mais do que só as paralelas. Estaria fazendo um pouco dos outros aparelhos. Eu tenho um cronograma que eu faço em casa. Tenho uma equipe multidisciplinar. Apesar de eu estar triste por não estar treinando no ginásio, tenho certeza que a minha recuperação está encaminhada, está bem. Eu sinto que quando voltar para o ginásio não vou ter perdido tanto da minha recuperação”, concluiu.

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