Convocado por Carlo Ancelotti para a disputa da Copa do Mundo de 2026, Weverton explicou nesta quinta-feira (28) como a mudança do Palmeiras para o Grêmio ajudou em seu retorno à Seleção Brasileira. Em entrevista coletiva na Granja Comary, o goleiro afirmou que precisava voltar a ser mais exigido dentro de campo e admitiu que o novo ambiente aumentou sua visibilidade.
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Após anos como titular absoluto do Palmeiras, Weverton deixou o clube paulista no início desta temporada para defender o Grêmio.
“Foi um ano de mudança e que eu decidi sair, encerrar uma jornada vencedora e decidi trocar de clube, trocar de cidade, de cultura. Foi uma decisão importante para mim. Poder conhecer outra cultura, me desafiar, jogar com mais frequência, poder ser mais exigido, fazer mais defesas, trouxe mais visibilidade para o meu trabalho”, afirmou.
O goleiro também destacou que a mudança representou uma saída da zona de conforto em reta final de carreira. Segundo Weverton, permanecer em São Paulo seria o caminho mais simples, mas ele optou por buscar um novo cenário para seguir brigando por espaço na Seleção.
“Era muito mais confortável ficar em São Paulo, mas eu tive a decisão de ir buscar esse novo desafio e fui premiado com essa Copa do Mundo. Pela forma como o Grêmio me cuidou, me ajudou, sou muito grato. Quero retribuir essa gratidão, não com palavras, mas com atitude.”
Medalhista de ouro com a Seleção Olímpica nos Jogos do Rio-2016, Weverton voltou a ganhar espaço no grupo principal após um período sem sequência nas convocações. Ele integrou o elenco brasileiro na Copa do Mundo de 2022, no Catar, mas entrou em campo apenas nos minutos finais da vitória sobre a Coreia do Sul, nas oitavas de final.
Agora, o goleiro chega ao novo ciclo em meio a uma disputa aberta por posição com Alisson e Ederson. Apesar da concorrência, Weverton valorizou o ambiente competitivo criado por Carlo Ancelotti e afirmou que todos os convocados chegam preparados para atuar.
“Acho que todos os que estão aqui são jogadores que têm totais condições de jogar e vieram aqui para isso: para jogar, para ajudar, para competir. Essa escolha sempre cabe ao professor e quem ele escolher, com certeza é quem ele entende ser o melhor para a Seleção no momento.”
Weverton ainda destacou que a competitividade interna é positiva para o grupo brasileiro antes da Copa do Mundo.
“O Alisson quer jogar, o Ederson quer jogar, eu quero jogar, e isso é bom. Isso traz uma competitividade muito grande para a Seleção Brasileira. Mas acho que essa é uma escolha pessoal dele. Todos estão prontos, aptos e 100% para jogar.”