A semifinal de volta do Brasileirão Feminino Sub 20 entre Ferroviária e São Paulo, disputada nesta quarta-feira (20), ficou marcada por uma denúncia de misoginia durante a partida. A zagueira Sarah Aysha, do Tricolor, acusou um maqueiro da equipe de Araraquara de ter feito ofensas misóginas contra ela ao longo do confronto. Em entrevista após o jogo, a atleta relatou que o funcionário a chamou de “biscate” e mandou que ela “tomasse no c*”.
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“É inadmissível a gente estar em uma categoria de base, para aprender sobre futebol, e em um momento daquele o cara mandar eu tomar no c* e me chamar de biscate. É inadmissível. A gente está aqui para aprender, todo dia aqui treinando, o ano inteiro longe da família, para chegar um cara daquele e me chamar de biscate fora de campo”, desabafou ao Sportv.
Após a denúncia, a árbitra Talita Ximenes de Freitas acionou o protocolo de racismo e misoginia nos minutos finais da partida, interrompendo o confronto. O episódio aconteceu quando Sarah deixou o gramado para receber atendimento da maca e, pouco depois, o funcionário envolvido deixou o estádio.
Clubes se manifestam
Em nota oficial, o São Paulo afirmou que “não tolera nenhum tipo de preconceito” e espera que “as autoridades cumpram com sua responsabilidade para que a justiça seja feita”.
O clube também destacou que dará todo o suporte necessário à atleta Sarah Aysha e reforçou o orgulho de contar com a defensora no elenco. Além disso, o Tricolor ressaltou que “o futebol feminino é gigante” e que “não há espaço para cenas lamentáveis como esta”.
Por outro lado, a Ferroviária afirmou, em nota oficial, que a atitude denunciada é inadmissível e não representa os valores da instituição. O clube destacou ainda que o comportamento “contraria tudo aquilo que defendemos dentro e fora de campo”. O time também informou que irá apurar o caso internamente e garantiu que as medidas cabíveis serão adotadas.