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O Palmeiras é campeão da Supercopa do Brasil feminina. Em um dérbi paulista equilibrado, intenso e decidido apenas nas penalidades, o Verdão venceu o Corinthians após empate em 1 a 1 no tempo normal e conquistou o título, encerrando a hegemonia corinthiana na competição.
O jogo
A final reuniu dois dos maiores clubes do futebol feminino nacional e fez jus ao peso da decisão. O Corinthians, que entrou em campo como favorito após fazer história na semana passada ao disputar a Copa das Campeãs e enfrentar o Arsenal de igual para igual, começou melhor e abriu o placar ainda no primeiro tempo com Jaqueline. O Palmeiras respondeu com organização e maior posse de bola ao longo da partida e chegou ao empate antes do intervalo com Bia Zaneratto, decisiva mais uma vez em jogo grande.
No segundo tempo, o equilíbrio se manteve. O Palmeiras seguiu com mais controle da posse e presença ofensiva, enquanto o Corinthians apostava em transições rápidas e na qualidade de Gabi Zanotti na armação. As duas equipes desperdiçaram chances claras de gol, parando nas defesas e na falta de precisão, o que levou a decisão para os pênaltis — repetindo o roteiro da edição passada da Supercopa, vencida pelo São Paulo.
Decisão nos pênaltis
Nas penalidades, o duelo foi marcado por emoção, alternância e protagonismo da goleira Kate Tapia. Bia Zaneratto abriu as cobranças para o Palmeiras e converteu. Na sequência, Gabi Zanotti bateu o primeiro pênalti do Corinthians, mas Kate Tapia defendeu, dando vantagem ao Verdão. Polliana marcou o segundo do Palmeiras, enquanto Victoria descontou para o Corinthians.
Duda Santos, que reestreou pelo Palmeiras nesta final, cobrou o terceiro pênalti alviverde e converteu. Thays manteve o Corinthians vivo, mas a goleira Nicole defendeu a cobrança de Gláucia, reacendendo a disputa. Letícia Monteiro marcou para as Brabas, e Brena teve a chance de decidir para o Palmeiras, mas bateu para fora, recolocando o Corinthians no jogo.
Na sequência, Johnson cobrou para o Corinthians e viu Kate Tapia defender mais uma vez. Pati Maldaner marcou para o Palmeiras, e Tapia ainda quase defendeu outra cobrança corinthiana. Na sétima cobrança, já nas alternadas, Tainá Maranhão marcou para o Verdão. Coube a Tamires, veterana das Brabas, manter o Corinthians na disputa, mas novamente a goleira Palestrina apareceu, fez a defesa decisiva e garantiu o título palmeirense.
O desempenho da goleira coroa um início de temporada marcante para o Palmeiras, que, sob o comando de Rosana, levanta um troféu importante logo no começo do trabalho. Em uma final de alto nível entre dois gigantes do futebol feminino brasileiro, Tapia foi o grande nome da decisão e símbolo da quebra da hegemonia corinthiana na Supercopa.