O Cruzeiro voltou a fazer história na Copa São Paulo de Futebol Júnior ao conquistar, neste domingo (25), o segundo título de sua trajetória na principal competição de base do país — novamente diante do São Paulo e novamente no estádio do Pacaembu. Assim como em 2007, quando venceu o Tricolor nos pênaltis na decisão, a Raposa levou a melhor sobre o clube paulista em uma final marcada por equilíbrio, emoção e estádio cheio. De lá para cá, quase duas décadas se passaram, mas o roteiro voltou a se repetir: vitória celeste, taça levantada e frustração são-paulina.
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Cruzeiro entra para um grupo seleto de campeões múltiplos
Com a conquista de 2026, o Cruzeiro chega a dois títulos da Copinha (2007 e 2026). Agora, a Raposa passa a integrar o grupo de clubes que conseguiram repetir a façanha no torneio, que acontece desde 1969.
O São Paulo, por sua vez, segue com cinco títulos (1993, 2000, 2010, 2019 e 2025). O Tricolor viu escapar a chance de conquistar o inédito bicampeonato consecutivo.
A Copinha segue tendo o Corinthians como maior vencedor, com 11 títulos, mas o torneio construiu ao longo das décadas uma galeria diversa de campeões, com clubes tradicionais e também equipes do interior paulista e de outros estados.
Reedição de uma final que marcou gerações
A decisão de 2007 ficou marcada por ser o primeiro título do Cruzeiro na história da competição. Na ocasião, o time mineiro venceu o São Paulo por 6 a 5 nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal, também no Pacaembu, no dia 25 de janeiro, aniversário da cidade de São Paulo.
Em 2026, o contexto era diferente: o Tricolor chegava como atual campeão e buscava se isolar como o segundo maior vencedor do torneio. Já o Cruzeiro vinha com campanha perfeita e tentava transformar sua grande geração em título.
O resultado colocou novamente o clube mineiro no centro da história da Copinha — desta vez com uma campanha invicta e dominante do início ao fim.