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Com gol improvável, Cruzeiro repete 2007, cala Pacaembu e ganha a Copinha



Gol improvável de Gustavinho decide a final, Cruzeiro vence o São Paulo por 2 a 1 no Pacaembu e conquista a Copinha 2026 com campanha invicta



Cruzeiro campeão da Copa São Paulo de futebol júnior
Jhony Inácio/Ag. Paulistão

Um chute de muito longe, que explodiu na trave e depois bateu nas costas do goleiro antes de entrar, decidiu a final da Copinha 2026. Com esse gol improvável de Gustavinho no segundo tempo, o Cruzeiro venceu o São Paulo por 2 a 1 neste domingo (25), no Pacaembu, repetiu o roteiro de 2007 diante do mesmo rival e conquistou seu segundo título da Copa São Paulo de Futebol Júnior. A Raposa encerra a competição com campanha impecável: nove vitórias em nove jogos, melhor ataque do torneio e domínio desde a fase de grupos até a decisão.

Começo intenso

A final da Copa São Paulo de Futebol Júnior começou em ritmo intenso no Pacaembu, com chances para os dois lados desde os primeiros minutos. Logo aos 2, Rhuan Gabriel recebeu cruzamento na área, girou sobre a marcação e finalizou à esquerda do gol, assustando o goleiro João Pedro. A resposta do São Paulo veio rapidamente: aos 4 minutos, Nicolas aplicou um belo drible no defensor cruzeirense e cruzou rasteiro, mas ninguém conseguiu completar para as redes.

Cruzeiro abre o placar

O Cruzeiro manteve postura agressiva e foi recompensado aos 11 minutos. Em cobrança de escanteio pela direita, Baptistella colocou a bola na segunda trave, João Pedro saiu mal do gol e William subiu livre para cabecear e abrir o placar para a Raposa.

Cruzeiro abre o placar na final da Copinha 2026 contra o São Paulo
Jogadores do Cruzeiro comemoram o primeiro gol (Rebeca Reis e Jhony Inácio/Ag. Paulistão)

Mesmo em desvantagem, o São Paulo não se abateu. Aos 15, Tetê fez jogada individual pela esquerda, cortou para o meio e soltou uma bomba, exigindo grande defesa de Victor Lamounier, que começava a se consolidar como um dos destaques da partida.

Chances seguidas do Cruzeiro

A partir daí, o Cruzeiro passou a empilhar oportunidades para ampliar. Rhuan Gabriel voltou a levar perigo aos 38, finalizando em cima do goleiro tricolor. Três minutos depois, Fernando recebeu passe açucarado de Rhuan, ficou cara a cara com João Pedro, mas teve o chute bloqueado por Isac no momento decisivo. Aos 43, Alessandro também desperdiçou boa chance ao finalizar para fora após passe de Rayan.

A melhor oportunidade do primeiro tempo veio aos 44 minutos. Rayan recebeu lançamento longo, saiu sozinho diante de João Pedro e chutou cruzado, mas o goleiro do São Paulo salvou com a perna, evitando o segundo gol cruzeirense.

Quem não faz, toma!

Quando o intervalo parecia próximo, o São Paulo reagiu. Aos 45, Igor Felisberto arriscou de fora da área e Victor Lamounier espalmou. No rebote, Gustavo Santana finalizou à queima-roupa, e o goleiro do Cruzeiro operou um verdadeiro milagre para manter a vantagem.

Mas a pressão tricolor surtiu efeito nos acréscimos. Aos 47 minutos, após cobrança de escanteio, Gustavo Santana escorou de cabeça e Isac apareceu dentro da pequena área para finalizar e empatar a decisão.

Isac comemora gol marcado contra o Cruzeiro na final da Copinha 2026
Isac empatou para o São Paulo no fim do primeiro tempo (Rebeca Reis e Jhony Inácio/Ag. Paulistão)

Segundo tempo

A etapa final começou novamente com o Cruzeiro mais presente no ataque. Aos 7 minutos, Fernando arrancou pelo meio e arriscou de muito longe, com a bola passando por cima do gol com perigo.

O São Paulo respondeu aos 16, quando Felisberto cruzou na área e Paulinho cabeceou sozinho, para fora, desperdiçando grande oportunidade de virar o placar.

Golaço de Gustavinho

O momento decisivo veio aos 28 minutos. Gustavinho recebeu longe da área, arriscou um chute forte, a bola explodiu na trave e, na volta, bateu nas costas do goleiro João Pedro antes de morrer no fundo da rede. Um gol dramático e decisivo para colocar o Cruzeiro novamente em vantagem: 2 a 1.

Pênalti?

O Tricolor ainda teve a chance de empatar aos 31 minutos, quando Kaiquy Luiz cometeu falta em arrancada ofensiva e o árbitro marcou pênalti. Após revisão do VAR, porém, a infração foi apontada fora da área.

Na cobrança, aos 34, Felisberto bateu no canto, mas Victor Lamounier apareceu mais uma vez, espalmando e garantindo a vantagem cruzeirense.

Nos minutos finais, o São Paulo tentou pressionar, mas encontrou um Cruzeiro organizado defensivamente e seguro, que administrou o resultado até o apito final.

Fundador e diretor de conteúdo do Olimpíada Todo Dia Jornalista esportivo desde 1997 com experiência em coberturas de Jogos Olímpicos, Copas do Mundo, Mundiais, Jogos Pan-Americanos e muito mais. Teve passagens por ESPN, Portal Terra, TV Gazeta, Gazeta Esportiva, Agora São Paulo e Agência Estado

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