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Nova técnica da Seleção feminina sonha alto: quer ser campeã olímpica e mundial


Até agora foram apenas quatro jogos no comando da Seleção Brasileira e quatro vitórias. Todas elas aconteceram no Torneio Internacional de futebol feminino conquistado pela sétima vez pelo país. Depois de um começo de trabalho promissor, a técnica Emily Lima sonha com vôos mais altos.

“O objetivo de toda a comissão técnica é conquistar o Mundial e a Olimpíada. É o sonho de todos e de todas”, garante a treinadora, que, mais do que ser campeã, ela quer ajudar a modalidade a crescer no país. “O comitê de reforma deu sugestões que serão adotadas já em 2017 como a criação da segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Já é um grande passo. Temos que pensar em algo que faça a modalidade evoluir. Não penso que só a Seleção Brasileira vai dar resultado para a modalidade”, acredita.

Uma coisa, no entanto, ajuda a outra. Clubes mais fortes revelarão mais jogadoras para serem usadas na Seleção Brasileira. Por falar nisso, Emily Lima trabalha com a ideia de fazer uma renovação gradual na equipe durante o próximo ciclo olímpico.

“Dentro desses quatro anos, a gente não pode simplesmente agradecer às mais experientes e começar a fazer a renovação. As pessoas têm que entender que isso tem que ser feito gradativamente, usando as experientes junto com as mais novas. As meninas do Sub-20 têm que ter contato com as mais velhas porque só assim vão ganhar experiência. A gente tem que preparar essas meninas”, acredita a treinadora.

Primeira mulher na história a dirigir a Seleção Brasileira, Emily Lima sabe a responsabilidade que carrega e pretende fazer um aperfeiçoamento contínuo para dar conta do recado. “É uma responsabilidade grande e eu ainda tenho muito o que aprender. Por isso, vou procurar fazer todas as licenças que tenho que fazer. Se precisar fazer cursos lá fora, eu vou procurar fazer. Aqui é atualização constante e a gente precisa passar o melhor para as jogadoras todos os dias”.

Começo de Emily Lima no futebol

Emily Lima começou a jogar quando tinha apenas 13 anos. Seu primeiro time foi o Saad. Depois, jogou no São Paulo ao lado de Formiga, Sissi, Tânia Maranhão e Kátia Cilene. Em seguida, se transferiu para a Europa, onde jogou na Espanha e na Itália. Por lá, conseguiu a cidadania portuguesa e foi convocada para defender a seleção do país.

Em 2010, virou técnica de futebol por sugestão do irmão. Junto com ele, levou um projeto para montar um time de futebol feminino no Juventus, em São Paulo, e assim começou sua carreira como treinadora.

Antes de assumir a Seleção Brasileira feminina, Emily Lima já tinha trabalho na CBF no comando das equipes sub-15 e sub-17. Quando foi chamada para substituir Vadão depois do quarto lugar na Olimpíada, ela estava trabalhando no São José, clube com o qual foi campeã paulista e vice da Copa do Brasil.

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