O Brasil encerrou sua participação na esgrima no Sul-Americano da Juventude, neste sábado (25), com total de sete medalhas conquistadas entre disputas individuais e por equipes.
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O formato escolhido para a competição entre equipes foi diferente do que normalmente acontece em um torneio de esgrima. Sete grupos foram formados por atletas de diferentes países, promovendo uma integração continental na reta final do torneio. O Brasil teve representantes em cinco equipes: Marcus Pinto (Equipe A), Valentina Basso (Equipe B), Ana Beatriz Fraga e Pietra Brazolin (Equipe C), Pedro Louzada (Equipe D) e Alvaro Kalleby (Equipe G).
Na disputa por equipes mistas, o país subiu ao pódio duas vezes. A Equipe A, com Marcus Pinto, ficou com a medalha de prata após ser superada pela Equipe F na final por 30 a 21. Já a Equipe G, com Alvaro Kalleby, garantiu o bronze.
A decisão começou equilibrada, com destaque para Marcus Pinto, que abriu vantagem logo no início ao vencer seu jogo e colocar sua equipe em 5 a 1. Na sequência, a vantagem aumentou para 10 a 3. No entanto, na passagem para o florete, a Equipe F reagiu, virou o confronto para 15 a 13 e passou a controlar as ações até fechar o duelo em 30 a 21.
Balanço da campanha brasileira
Ao longo da competição, o Brasil somou cinco medalhas nas provas individuais da esgrima: um ouro, uma prata e três bronzes.
O título veio com Marcus Pinto, campeão no sabre masculino. A prata foi conquistada por Pietra Brazolin, na espada feminina, após uma final decidida por apenas um toque. Já os bronzes ficaram com Valentina Basso (florete feminino), Pedro Louzada (espada masculina) e Alvaro Kalleby (florete masculino).
“Saímos muito satisfeitos com o desempenho da espada. A Pietra teve um início um pouco desafiador, mas provou-se dona do próprio destino ao reorganizar seu jogo nas eliminatórias para chegar à final.Também mostrou maturidade em uma final decidida nos detalhes, enquanto o Pedro também confirmou seu crescimento ao longo da competição com esse pódio internacional. São resultados que refletem o trabalho que vem sendo feito com muito empenho e dedicação”, afirmou Carla Evangelisti, treinadora da espada.
“O ouro do Marcus coroou um trabalho muito sólido ao longo de toda a temporada. Ele competiu com controle, inteligência e muita consistência. E vale destacar também a Ana Beatriz, que, mesmo sem medalha aqui, segue entre as melhores do mundo e demonstrando um nível altíssimo. Isso mostra a força do sabre brasileiro hoje, com atletas competitivos em diferentes cenários”, destacou Rodrigo Baldin, treinador do sabre.
“Conseguir dois pódios no florete é muito significativo. A Valentina e o Kalleby tiveram campanhas fortes, enfrentando adversários de alto nível e mostrando evolução técnica e competitiva. Esses resultados reforçam o potencial da equipe e indicam que estamos construindo uma base muito sólida para os próximos ciclos”, completou Marco Xavier, treinador do florete.
Os resultados reforçam a consistência da esgrima brasileira nas categorias de base e o protagonismo dos atletas no cenário sul-americano, encerrando a participação no torneio com presença constante em fases decisivas e no pódio.