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Escalada

 

Mariana Hanggi é campeã brasileira de escalada no Boulder 2026



Com três tops e superando uma queda que machucou seu cotovelo, Mariana Hanggi foi mais alto que as adversárias e conquistou o título nacional



Na imagem, Mariana Hanggi com a felicidade de campeã, mostrando a medalha de ouro no pódio.
Mariana Hanggi com a felicidade de campeã, mostrando a medalha de ouro no pódio. Foto: Instagram @cbescalada/ @alidmachado

O sábado (18) serviu para consagrar uma nova campeã brasileira de escalada na prova de Boulder, Mariana Hanggi. A paranaense de 19 anos confirmou o favoritismo da classificatória, na qual liderou, mesmo sofrendo uma queda, e venceu em casa. A competição ocorre no CT da Confederação Brasileira de Escalada, no Parque Olímpico Cajuru, em Curitiba.

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“Desde quando comecei a competir na categoria principal, minha meta era subir no lugar principal do pódio. Então, esse resultado é uma felicidade que não consigo nem falar. Principalmente, depois de uma reviravolta com a queda que eu tive. Não esperava, nunca tinha acontecido comigo ter uma queda mais feia e que eu me machucasse. Cogitei muito desistir e não participar, até porque tenho outras metas para esse ano. Ainda bem que resolvi continuar”, comemorou Mariana.

De manhã, a semifinal feminina já mostrou o nível lá em cima. Mariana Hanggi passou bem com quatro TOPs e dominou a rodada. Logo atrás, a estreante no adulto Júlia Izzo (SP) brilhou nos últimos boulders e carimbou sua vaga na final. Fechando o Top-3, Bianca Melo (SC) confirmou que a nova geração está vindo forte, com potência e muita técnica.

Por fim, o pódio se manteve o mesmo da semifinal, mas não sem uma batalha acirrada. Mariana Hanggi foi além, mesmo após se machucar, seguiu na briga até o último instante e arrancou um TOP que fez o CT explodir e a atleta já desceu em lágrimas. Terminou com 84 pontos, contra 68,7 e 39,3 das concorrentes mais próximas.

O que é boulder e como o novo sistema de pontuação funciona

Para quem acompanha a modalidade pela primeira vez, o boulder é uma das disciplinas mais intensas e visualmente impressionantes da escalada esportiva. Os atletas sobem rotas curtas chamadas de “problemas”, com até quatro metros de altura, sem o uso de corda. O desafio está em resolver passagens complexas com força, técnica e leitura rápida do percurso, tudo isso dentro de um tempo limitado e com um número máximo de tentativas por problema.

A pontuação segue o novo sistema implementado pela IFSC na Copa do Mundo de 2025. Alcançar a pegada superior de um problema vale 25 pontos; chegar à zona, pegada intermediária que marca o meio do percurso, rende 10 pontos. A cada queda no mesmo problema, o atleta perde 0,1 ponto.

No domingo, a decisão é da prova masculina.

Jornalista formado em 2013, mas que atuo desde 2008, quando ingressei na Universidade P. Mackenzie, Trabalhei por seis anos no Diário Lance!, passei por Punteiro Izquierdo, Surto Olímpico, Torcedores, Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de São Paulo, Liga Nacional de Basquete e N Sports. Entrei no OTD em Abril de 2023.

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