O sábado (18) serviu para consagrar uma nova campeã brasileira de escalada na prova de Boulder, Mariana Hanggi. A paranaense de 19 anos confirmou o favoritismo da classificatória, na qual liderou, mesmo sofrendo uma queda, e venceu em casa. A competição ocorre no CT da Confederação Brasileira de Escalada, no Parque Olímpico Cajuru, em Curitiba.
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“Desde quando comecei a competir na categoria principal, minha meta era subir no lugar principal do pódio. Então, esse resultado é uma felicidade que não consigo nem falar. Principalmente, depois de uma reviravolta com a queda que eu tive. Não esperava, nunca tinha acontecido comigo ter uma queda mais feia e que eu me machucasse. Cogitei muito desistir e não participar, até porque tenho outras metas para esse ano. Ainda bem que resolvi continuar”, comemorou Mariana.
De manhã, a semifinal feminina já mostrou o nível lá em cima. Mariana Hanggi passou bem com quatro TOPs e dominou a rodada. Logo atrás, a estreante no adulto Júlia Izzo (SP) brilhou nos últimos boulders e carimbou sua vaga na final. Fechando o Top-3, Bianca Melo (SC) confirmou que a nova geração está vindo forte, com potência e muita técnica.
Por fim, o pódio se manteve o mesmo da semifinal, mas não sem uma batalha acirrada. Mariana Hanggi foi além, mesmo após se machucar, seguiu na briga até o último instante e arrancou um TOP que fez o CT explodir e a atleta já desceu em lágrimas. Terminou com 84 pontos, contra 68,7 e 39,3 das concorrentes mais próximas.
O que é boulder e como o novo sistema de pontuação funciona
Para quem acompanha a modalidade pela primeira vez, o boulder é uma das disciplinas mais intensas e visualmente impressionantes da escalada esportiva. Os atletas sobem rotas curtas chamadas de “problemas”, com até quatro metros de altura, sem o uso de corda. O desafio está em resolver passagens complexas com força, técnica e leitura rápida do percurso, tudo isso dentro de um tempo limitado e com um número máximo de tentativas por problema.
A pontuação segue o novo sistema implementado pela IFSC na Copa do Mundo de 2025. Alcançar a pegada superior de um problema vale 25 pontos; chegar à zona, pegada intermediária que marca o meio do percurso, rende 10 pontos. A cada queda no mesmo problema, o atleta perde 0,1 ponto.
No domingo, a decisão é da prova masculina.