Três atletas brasileiros estão classificados para as baterias do caiaque cross individual no Campeonato Mundial de canoagem slalom, nesta segunda-feira (20), em Oklahoma City, nos Estados Unidos. Pedro Gonçalves avançou no masculino, enquanto Omira Estacia e Ana Sátila passaram no feminino. Kauã da Silva também competiu, mas ficou fora da próxima fase.
A prova teve dupla função: serviu como tomada de tempo para ordenar os confrontos das baterias e também valeu medalha no formato contrarrelógio, entretanto, o Brasil não conquistou medalhas; no masculino, o britânico Joseph Clarke ficou com o ouro, com 46s54.
O tcheco Jakub Krejci foi prata, com 46s70, e o espanhol David Llorente levou o bronze, com 46s98.
Pedro Gonçalves terminou em 24º lugar, com 49s34, a 2s80 de Clarke, já Kauã da Silva foi o 59º colocado, com 55s64, a 9s10 do líder, e não aparece entre os classificados.
Após a descida, Pedro dividiu a análise entre frustração pelo resultado no tempo e alívio pela classificação. O brasileiro afirmou que se sentiu rápido durante o percurso, mas relatou um problema em uma das balizas.
“Fiz uma prova muito boa, a parte técnica, a parte física da prova estava muito boa”, avaliou Pedro. Segundo o canoísta, uma mudança no nível da água atrapalhou a passagem por um bloco e tirou velocidade no trecho.
Mesmo com o contratempo, ele conseguiu corrigir a manobra e garantir vaga na sequência do caiaque cross.
“Consegui fazer a manobra rápido, pegar a baliza e terminei classificado para as baterias, que é o mais importante”, afirmou.
Foto: Fábio Canhete – CBCa
Omira lidera brasileiras
No feminino, Omira Estacia foi a melhor brasileira do dia, ela terminou em 14º lugar, com 53s32, a 2s27 da vencedora Jessica Fox, da Austrália. Ana Sátila ficou em 19º, com 54s93, a 3s88 da liderança.
Jessica Fox venceu o contrarrelógio feminino com 51s05. A tcheca Katerina Bekova ficou com a prata, apenas três centésimos atrás, com 51s08. A britânica Lois Leaver completou o pódio, com 51s17.
Ana Sátila destacou a classificação e valorizou o desempenho de Omira. A brasileira afirmou que ainda está em processo de adaptação ao caiaque cross, modalidade que entrou no programa olímpico em Paris 2024.
“O cross não é muito a minha especialidade, eu estou tentando entrar agora nessa disciplina também, mas está sendo desafiador”, disse Ana. “O que importa é estar na largada, tentar dar o meu melhor a cada dia e ir melhorando passo a passo.”
Ana também elogiou a companheira de equipe pelo melhor resultado brasileiro no contrarrelógio feminino, as irmãs dividem as águas e se apoiam então:
“A Omira tem se empenhado muito, ela merece demais esse resultado e eu tenho certeza que ela só vai brilhar mais e mais”, afirmou.
O Mundial de canoagem slalom segue com as baterias do caiaque cross. Nessa fase, os classificados deixam o formato contra o relógio e passam a disputar confrontos diretos na água.
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