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Curiosidades olímpicas

Quem são as seis brasileiras mais vencedoras em Olimpíadas

Ao longo da história, apenas 13 brasileiros foram bicampeões olímpicos, dos quais seis são mulheres e todas do vôlei

As seis mulheres brasileiras bicampeãs olímpicas (Olimpíada Todo Dia)

Quem são as seis brasileiras mais vencedoras em Olimpíadas

Subir ao topo do pódio olímpico é para poucos. Imagine, então, subir duas vezes? Em 96 anos desde que o Brasil competiu pela primeira vez nos Jogos Olímpicos da Era Moderna, apenas 13 brasileiros conseguiram conquistar duas medalhas de ouro. Desta lista, o vôlei predomina, com nove atletas , dos quais seis são mulheres bicampeãs olímpicas: Fabi Alvim, Fabiana Claudino, Jaqueline Silva, Paula Pequeno, Sheilla Castro e Thaisa. Em Pequim-2008 e Londres-2012, elas se tornaram, assim, as mulheres brasileiras mais vencedoras em Olimpíadas. 

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Trilhando o caminho

A primeira medalha do vôlei feminino foi em Atlanta-1996, quando um time histórico, com nomes como Ana Moser, Leila, Fernanda Venturini e Virna, subiu ao pódio depois de vencer a Rússia e ficar com a medalha de bronze. 

Em Sydney-2000, a equipe repetiu o feito, trazendo mais um bronze para o Brasil. O sonho, no entanto, esfriou depois que a seleção passou em branco em Atenas-2004. Mas o melhor ainda estava por vir. 

Londres-2012 -
A seleção de ouro de Londres-2012 (Alexandre Arruda/CBV)

Quatro anos mais tarde, em Pequim-2008, as meninas do vôlei levaram a seleção à sua primeira final olímpica. E como se não bastasse, espantaram os fantasmas dos anos passados e enfim subiram ao lugar mais alto do pódio, após uma campanha irretocável: oito vitórias em oito jogos e apenas um set perdido.

As bicampeãs olímpicas

Fabi Alvim

Fabi Alvim - Fabizinha - Londres-2012
Fabizinha, umas das melhores líberos da história (Twitter/COI)

Fabi Alvim, a Fabizinha, é considerada por muitos uma das melhores líberos da história. Sua trajetória na seleção começou em 2001, quando a equipe era comandada por Marco Aurélio Motta. Ela “sobreviveu” à crise do Mundial de 2002, quando o Brasil terminou em sétimo lugar e foi ganhando espaço à medida em que José Roberto Guimarães assumiu o comando técnico da equipe. 

Fabi, no entanto, acabou cortada da seleção em 2003, não disputando Atenas-2004, e voltou a ser convocada em 2005. Ela se firmou de vez em 2006, quando levou a melhor na disputa com Arlene e estreou em Olimpíadas em Pequim-2008, logo com a medalha de ouro e sendo eleita a melhor líbero da competição. E em Londres-2012, se tornou uma das mulheres brasileiras mais vencedoras em Olimpíadas com as companheiras bicampeãs olímpicas. Esteve presente ainda na Rio-2016 e se aposentou em 2018. 

Fabi Claudino

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Sheilla, Fabizona e Thaisa com a medalha de ouro (Divulgação/FIVB)

Com 1,94m, Fabi Claudino, a Fabizona, começou com o pé direito na seleção. Logo em 2001, ela foi campeã do Mundial sub-20, feito repetido em 2003, ano em que estreou na seleção principal. Aos 19 anos, foi convocada para a Olimpíada de Atenas-2004 na condição de reserva e viu a equipe terminar na quarta colocação. 

Após os Jogos Olímpicos na Grécia, Fabi ganhou espaço e se tornou titular na seleção brasileira. E depois de passar por anos complicados, com o duro vice-campeonato no Pan de 2007, por exemplo, ela e a equipe nacional deram a volta por cima em Pequim-2008 e logo engataram o bicampeonato olímpico em Londres-2012. Fabizona esteve na Rio-2016 e espera jogar Tóquio-2020, que seria a sua última Olimpíada. 

Jaqueline

Assim como Fabizona, Jaqueline Carvalho começou cedo no vôlei. Aos 17 anos, em 2011, foi convocada para a seleção Juvenil, sendo eleita a melhor jogadora do Campeonato Mundial Juvenil daquele ano. Ela foi apontada como grande promessa do esporte brasileiro, o que lhe rendeu a convocação para a seleção adulta ainda em 2001. 

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A vibração de Jaqueline (Divulgação/COB)

No início de 2002, no entanto, Jaqueline sofreu uma lesão no joelho, o que lhe afastou das quadras por seis meses. Dois dias após voltar às quadras, torceu o mesmo joelho, ficando sem jogar novamente. No entanto, ela acabou tendo complicações e uma trombose a tirou do Mundial de 2002, dos Jogos Pan-Americanos de 2003 e da Olimpíada de Atenas-2004. 

Recuperada, voltou à seleção em 2005. Mas em 2007, mais um pesadelo. Jaqueline foi pega no exame antidoping. A defesa conseguiu diminuir a pena de nove para três meses e ela foi liberada para jogar. Foi, então, para Pequim-2008 e Londres-2012 para entrar na história do esporte nacional como uma das mulheres brasileiras mais vencedoras em Olimpíadas.

Paula Pequeno

A primeira oportunidade de Paula Pequeno na seleção principal foi em 2002, um ano depois de ser campeã mundial juvenil, assim como Fabizona e Jaqueline. A atleta era nome certo no grupo que disputaria a Olimpíada de Atenas-2004, mas uma lesão no ligamento cruzado do joelho esquerdo a poucos meses dos Jogos tirou-a da competição. O Brasil acabou ficando na quarta colocação e muitos dizem que o desfecho poderia ter sido outro se Paula estivesse na Grécia.

Paula Pequeno - Pequim-2008
A emoção de Paula Pequeno em Pequim-2008 (Divulgação)

Retornou à seleção em 2005, mas logo anunciou a gravidez da primeira filha, ficando de fora da equipe nacional novamente. Lutou para retomar sua vaga e conseguiu, estando presente na conquista da prata nos Jogos Pan-Americanos no Rio, em 2007. No ano seguinte, a previsão de 2004 se tornou realidade: ela foi peça fundamental na conquista do ouro em Pequim-2008, tendo sido eleita a melhor jogadora da competição.

No ciclo olímpico seguinte, Paula Pequeno sofreu com algumas lesões, mas já era figurinha carimbada na seleção. Foi campeã do Pan de Guadalajara-2011 e esteve no Pré-Olímpico, que garantiu a equipe em Londres-2012. Nos Jogos da Inglaterra, ela acabou perdendo a posição para Fernanda Garay, mas conquistou a medalha dourada pela segunda vez, entrando para o grupo de bicampeãs olímpicas.

Sheilla Castro

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Sheiila comemorando a vitória em Londres-2012 (Instagram/sheillacastro)

Apesar de a primeira convocação ter sido em 2002, Sheilla só foi se firmar de fato na seleção em 2005, depois de ser cortada de Atenas-2004. Aos poucos, ela foi se destacando na equipe e em 2006 foi, não só campeã do Grand Prix, como foi eleita a melhor jogadora do torneio. 

Assim como as companheiras anteriores, Sheilla também amargou a medalha de prata no Pan do Rio e não conquistou nenhum título em 2007. Mas, em 2008, veio a coroação. Além do ouro em Pequim-2008, ela ainda foi a maior pontuadora brasileira e ficou na lista das dez melhores atacantes e das cinco melhores bloqueadoras do torneio.

Quatro anos depois, foi peça fundamental novamente na conquista do bicampeonato olímpico, sendo eleita a melhor sacadora de Londres-2012. Esteve na derrotas nas quartas de final na Rio-2016, quando anunciou sua saída da seleção. No entanto, retornou em 2019 e tem chance de disputar os Jogos de Tóquio-2020. 

Thaisa

Thaisa - Londres-2012 - Pequim-2008 - Vôlei
O grito de Thaisa (Divulgação)

A história de Thaísa, de 1,96 m, na seleção principal começou mais tarde do que suas companheiras bicampeãs olímpicas. Em 2005, ela foi campeã mundial juvenil e foi convocada para a equipe adulta em 2006. 

Em 2007, após uma excelente Superliga, Thaísa foi convocada para integrar as doze atletas da que disputaram os Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro. No ano seguinte, ela fez sua estreia em Jogos Olímpicos e foi com o pé direito, já que conquistou de cara o ouro. E em 2008, voltou ao lugar mais alto do pódio, se tornando uma das mulheres brasileiras mais vencedoras em Olimpíadas. 

Thaísa ainda foi convocada para a Rio-2016 e em 2019, anunciou sua saída de seleção, deixando, no entanto, as portas abertas para um possível retorno.

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