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Circuito de Rollerski retoma esportes de inverno no Brasil

Circuito de Rollerski realiza segunda etapa e é o primeiro evento de esportes de inverno do Brasil após março

Circuito de Rollerski da CBDN realiza segunda etapa em São Carlos
Segunda etapa do Circuito de Rollerski reuniu os principais atletas de esqui cross-country do Brasil (CBDN)

Após não competir na temporada de inverno do hemisfério sul bem na abertura do período pré-olímpico para Pequim-2022, a CBDN resolveu não perder mais tempo. Com diversas medidas preventivas contra a Covid-19, a entidade realizou a segunda etapa do Circuito de Rollerski, válido para sua equipe de esqui cross-country.

As provas foram realizadas em São Carlos, no interior de São Paulo, entre os dias 10 e 12 de outubro. Diferentemente da primeira etapa, antes da pandemia, desta vez apenas os atletas da equipe adulta e os da sub-20 puderam participar. Além disso, o protocolo sanitário contou testes duplos em todos os presentes e adequações do espaço e de mobilidade.

“Foi ótimo retornar às competições no Brasil com segurança. Os atletas estão em um momento diferente da periodização do que normalmente estariam nessa época devido à pandemia”, comentou Pedro Cavazzoni, CEO da CBDN.

O Circuito de Rollerski foi a primeira atividade relacionada a esportes de inverno no Brasil desde o início da pandemia, em março de 2020. Normalmente, a CBDN realizaria diversas provas na temporada de inverno da América do Sul, entre julho e setembro. Contudo, a maioria das competições foi cancelada nos resorts chilenos e argentinos.

Nesse ano, especificamente, o prejuízo não é apenas no treinamento, mas na estratégia de classificação aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022. Desde 1º de julho a maioria das modalidades de neve já contabiliza pontos para o ranking pré-olímpico. Por conta disso, a segunda etapa foi realizada de acordo com as normas da Federação Internacional de Esqui (FIS) e, portanto, contabilizou pontos para o ranking internacional de esqui cross-country.

Victor Santos e Bruna Moura são destaques do Circuito de Rollerski

Entre os homens, o jovem Victor Santos, representante do Brasil na modalidade em PyeongChang-2018, segue como principal nome do país. Ele venceu as duas provas de longa distância. Nos 10 km de largada em massa no estilo clássico, ele alcançou o tempo de 26min07seg3 e 108.56 pontos FIS, estabelecendo novo recorde brasileiro.

Já na prova individual de 11 km em técnica livre, Victor venceu com 25min02seg8 e 119.54 pontos FIS. No Sprint em técnica livre, o atleta até foi o mais rápido na classificação, mas na bateria decisiva foi desclassificado e a vitória ficou com o jovem Cláudio Gustavo Oliveira.

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Entre as mulheres, Bruna Moura também conquistou duas medalhas de ouro nesta etapa do Circuito de Rollerski. Ela venceu os 5 km de largada em massa no estilo clássico com 14min57seg3 e 154.87 pontos FIS e também os 5 km individual em técnica livre com 12min04seg2 e 154.87 pontos FIS.

No Sprint estilo livre feminino, a surpresa: pela primeira vez desde 2015, Bruna foi derrotada na bateria decisiva. Dessa vez, a vitória foi da jovem Taynara da Silva, uma das representantes do Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude de Inverno de Lausanne, em 2020.

O Circuito de Rollerski organizado pela CBDN deve realizar mais uma etapa em 2020. São Carlos deve sediar novas provas entre 19 e 22 de novembro, novamente contando pontos para o ranking internacional e com os protocolos de prevenção e segurança contra a Covid-19.

O que é o rollerski

Na tradução literal e direta, podemos entender como um esqui de “rodinhas”. É um equipamento bastante popular no treinamento de atletas de esqui cross-country, principalmente no verão, quando não há neve em grande parte do hemisfério Norte e os resorts ficam fechados.

Por meio dele, é possível reproduzir a mecânica e as técnicas da modalidade de inverno no asfalto, sem qualquer perda de rendimento. Assim, tornou-se bastante popular no verão europeu, a ponto da própria Federação Internacional de Esqui realizar Copa do Mundo e Campeonato Mundial de Rollerski.

Para o Brasil, tornou-se também em um importante elemento de difusão e popularização do esqui cross-country. Além de servir como treinamento, o projeto social Ski na Rua, idealizado pelo ex-atleta olímpico Leandro Ribela na comunidade de São Remo, em São Paulo, conseguiu levar o esporte a uma centena de jovens que sequer conheciam o esqui cross-country anteriormente. Um deles, Victor Santos, inclusive representou o Brasil em PyeongChang-2018.

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