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Prejuízo sem torcida e diversos entraves pairam sobre a MLB

Beisebol

Prejuízo sem torcida e diversos entraves pairam sobre a MLB

Em meio à pandemia, salário, perda de renda sem bilheteria e novo manual de distanciamento social atrasam consenso entre a liga e a Associação de Jogadores

PNC Park, casa dos Pirates (Facebook/MLB)

Prejuízo sem torcida e diversos entraves pairam sobre a MLB

Enquanto a Major League Baseball (MLB) e a Associação dos Jogadores não entram em acordo por causa de salário, a liga americana de beisebol já prevê prejuízos com cada partida sendo realizada sem torcida. Fora outras dúvidas que pairam em tempos de pandemia.

A temporada, que era para ter começado no último fim de semana de março, ainda não tem uma definição de quando será iniciada. Aliás, a cada dia, a liga gera mais perguntas do que respostas.

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Franquias vs Jogadores

Segundo o Inside Games, a MLB estava planejando começar sua temporada afetada pelo coronavírus em julho, com metade dos 162 jogos originalmente planejados pra cada equipe.

Só que a Associação dos Jogadores da MLB, que tinha fechado um acordo sobre o salário com a liga, voltou atrás. Isso porque o acerto anterior previa que os salários seriam proporcionais ao número de jogos, mas isso se baseava em jogos com a presença da torcida.

Como não há previsão da presença de torcida por causa da pandemia, cada partida realizada sem público geraria um prejuízo de US$ 640 mil. E as franquias da MLB não querem arcar com os salários dos jogadores sem essa renda de bilheteria.

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As equipes alegam que sem torcida, a temporada ainda causaria uma perda de US$ 4 bilhões e que 89% dessa receita seria gasta com o salário dos jogadores da liga. Para as equipes, cada partida realizada significaria mais prejuízo.

Mas a Associação de Jogadores discorda e afirma que os times perderiam menos dinheiro com mais jogos sendo realizados, mesmo sem a presença da torcida.

Um novo jogo

Caso a MLB e a Associação dos Jogadores cheguem a um novo acordo, a rotina e as partidas serão bem diferentes no pós-pandemia. Segundo a Associated Press, a liga americana de beisebol preparou um manual de regras e recomendações para as franquias.

Cuspes, cumprimentos e celebrações em grupo estão proibidos. Nada de mascotes, os jogadores devem chegar de uniforme e prontos para os jogos. Os treinos dos rebatedores em jaulas fechadas não são recomendáveis, mas ao ar livre e com a ajuda de arremessadores, usando máscara, serão liberados.

Phillie Phanatic, mascote do Philadelphia Phillies. MLB e Associação discutem salário na volta da temporada regular em meio à pandemia
Phillie Phanatic, mascote do Philadelphia Phillies, ficaria de fora dos jogos segundos as novas regras de distanciamento social (Facebook/phillies)

Somente a comissão técnica, com todos usando máscaras, e os jogadores inscritos para a partida – a MLB ainda não definiu o número máximo – poderão ficar no banco de reservas. Os assentos na arquibancada próximos aos bancos de reserva também serão usados pela comissão e jogadores, tudo para manter o distanciamento.

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O mais bizarro é que o manual recomenda que “os jogadores do campo interno não fiquem próximos e nem conversem com os jogadores em base”. Tal recomendação irá mudar a dinâmica do jogo, visto que muitas eliminações no campo interno exigem o contato entre os jogadores e ninguém quer ficar muito longe para fazer uma queimada.

O manual foi enviado para as franquias, que devem dar uma resposta para a MLB até o próximo dia 22.

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