Com a vitória desta terça-feira (02) no jogo 2 das finais do NBB 2025/26, o Sesi Franca Basquete ficou muito próximo de um feito histórico. Assim, o triunfo por 78 a 75 sobre o Pinheiros, dentro do Ibirapuera, deixou o time do interior a um passo de conquistar o inédito pentacampeonato seguido. À frente de todas as conquistas anteriores, Helinho Garcia trouxe à tona uma grande memória de outros tempos. Pouca gente se lembra, porém o treinador já fez história no mesmo ginásio, atuando como jogador, 33 anos atrás.
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História que se repete
Helinho pode se tornar o primeiro técnico a conquistar o NBB por cinco vezes, já que está empatado com José Neto com quatro troféus. O feito consecutivo pode vir em um ginásio que é um templo do basquete nacional e que já foi palco para outra conquista na época de jogador.
“Representa muito para mim, desde quando nasci eu vinha aqui com meu pai, ele jogando pela Seleção ou pelo clube. É algo muito especial para mim, um privilégio para nós que estamos trabalhando e para a torcida estar aqui no Ibirapuera, acompanhando uma final de NBB. Há 33 anos atrás, se você me falasse: ‘daqui 33 anos, você vai ser técnico e vai estar com a equipe, disputando a final de campeonato brasileiro’, eu iria responder que você está louco. De repente, isso está acontecendo. Há 33 anos, estava aqui, começando minha carreira como profissional. Mas, realmente, é algo que marca muito, me traz um orgulho muito grande de poder disputar nesse momento”, reviveu Helinho.
Em 17 de abril de 1993, ainda começando pelo time profissional, viu o então Sabesp/Franca bater o Ipê/Banespa (86 a 62) no Ibirapuera. Desse modo, o time sagrou-se campeão da 4ª edição do Campeonato Nacional de Basquete masculino, oitavo título nacional da equipe. A equipe contava com nomes como Chuí, Fantinha, Joel, Demétrius e Janjão e era comandada por Hélio Rubens, pai de Helinho.
Empilhando taças
O Sesi Franca Basquete é o recordista de conquistas nacionais, com 15 taças em sua galeria vasta. Na quinta-feira (04), às 17h, se vencer novamente Pinheiros a 16ª vem no mesmo local da oitava. Pode ser apenas a segunda varrida em finais de NBB, a primeira foi em 2021, quando Flamengo fez 3 a 0 no São Paulo.
“Cara, sempre mexe com a cabeça. A partir do momento em que está em uma final, isso gera toda uma atmosfera, uma ansiedade, ao mesmo tempo uma confiança de poder traçar sua estratégia e buscar fazer o melhor em busca do nosso pentacampeonato. Dois passos foram dados, mas é preciso dar o terceiro. É, em busca disso, que vamos descansar, concentrar e partir na quinta”, completou Helinho.
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