Na terça-feira (02), ocorreu o jogo 2 das finais do NBB 2025/26, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Apesar de ter seu próprio ginásio, o Pinheiros preferiu mandar a partida em um ginásio maior, que é um templo na história da modalidade. O time perdeu por 78 a 75, mas chegou a liderar no último quarto após estar 21 pontos atrás. E esse foi um dos pontos em que o técnico Gustavo De Conti enalteceu na avaliação que fez da partida.
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Na entrevista que deu para o Olimpíada Todo Dia, Gustavo De Conti mostrou satisfação com o que o time apresentou, sobretudo, na segunda etapa. Além disso, lamentou os desfalques e reclamou bastante da arbitragem, que, em seu julgamento, errou em lances pontuais e determinaram o resultado final.
“Sabemos que estamos jogando contra um time muito forte e experiente e temos, ainda com nossos desfalques, precisamos jogar no nosso limite. Não foi o que aconteceu, acho que falhamos bastante no segundo período. No primeiro também, mas conseguimos conter o jogo. Importante salientar a recuperação da equipe a partir da metade do terceiro período e no quarto. Foi bonito de se ver. Infelizmente, no final, uma bola que cai para cá, uma que não cai para lá…”, avaliou Gustavo De Conti.
Desfalques que pesam
“Dá para trabalhar a parte tática, tem muita coisa que a gente fez durante o ano que não fizemos ainda nas finais. Não são coisas que vamos inventar, o mais importante é recuperar fisicamente, com os desfalques que temos, nós precisamos de mais ajuda. No segundo tempo, troquei pouco, precisamos de mais ajuda, de mais gente durante o jogo para poder revezar um pouco mais e mantermos um ritmo forte. Basicamente, precisamos descansar”, lamentou o treinador.
Sem poder contar com Edu Santos no jogo 2 e Felipe Gregate desde o jogo 3 das semifinais contra o Corinthians, depois perdendo Pedro Pastre, jogador de Seleção de base e adulta, Gustavo De Conti viu praticamente metade dos principais jogadores se sua rotação ficarem inaptos no momento mais importante da temporada. A ausência do trio tem um peso significativo, principalmente, por se tratar de um elenco essencialmente jovem e com menos experiência do que o adversário.
“Com o Pastre, está sendo no dia a dia, então a gente não sabe, mas espero que ele possa jogar. Vamos ver como vai ser a recuperação dele, tem sido boa até agora, vamos ver de hoje para amanhã”, explicou Gustavinho quando a pergunta foi se Pedro iria para o sacrifício em um possível último jogo da competição.
Arbitragem polêmica
Uma das características do técnico é o forte questionamento das decisões que a equipe de arbitragem toma durante jogos importante. Já houve outros casos que até renderam punições ao treinador. Mesmo assim, não deixou de criticar mais uma vez na terça-feira.
“Um, dois, três, quatro apitos fora do lance, que foram a favor de Franca e nenhum apito a favor de Pinheiros, fora do lance. Isso acaba fazendo bastante diferença. Os desfalques pesaram bastante, se eu puder qualificar de zero a dez, talvez seis. Mas as faltas fora do lance, dez, porque são coisas decisivas, momentos do jogo. Do outro lado teve uma falta no arremesso de três pontos do David (Jackson), em que o Lucas Dias coloca o pé, sem intenção, claro, Lucas Dias não é jogador disso, mas aconteceu, o pé ficou embaixo e nada marcado. Estamos falando de três árbitros internacionais, revisando o lance, parando, respirando, não sei porque esse tipo de falta não foi apitado. É o critério, porém discordo veementemente”, apontou Gustavo De Conti.
No começo da temporada, a pergunta ao técnico foi se era possível repetir o feito de ser campão com o Paulistano agora comandando o Pinheiros. Independentemente de erros de arbitragem, Gustavo De Conti já provou a capacidade de repetir o feito de chegar com um time jovem à final do NBB. Com tantos título e tanta bagagem para superar adversidades como os desfalques, não dá para duvidar de um Pinheiros ainda mais combativo e com boa possibilidade de forçar o jogo 4 no próximo domingo, em Franca.
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