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Liderado por Yago e Caboclo, Brasil é campeão da AmeriCup



A seleção brasileira se impôs diante da Argentina na decisão da AmeriCup e venceu por 55 a 47. O título continental foi conquistado sob liderança técnica do armador Yago, eleito MVP da competição, e do pivô Bruno Caboclo



Yago liderou o Brasil na conquista da AmeriCup de basquete masculino 2025 diante da Argentina na final
Yago liderou o Brasil na conquista da AmeriCup 2025 diante da Argentina na final (Foto: FIBA Américas/Divulgação)

O Brasil é o campeão da edição de 2025 da AmeriCup de basquete masculino. Neste domingo (31), a seleção brasileira se impôs diante da Argentina na decisão e venceu por 55 a 47. O título acabou sendo conquistado com liderança técnica do armador Yago e do pivô Bruno Caboclo. Os dois conduziram o time verde-amarelo e comandaram as ações no ginásio poliesportivo Alexis Argüello, em Manágua, na Nicarágua. O primeiro deles contribuiu com 14 acertos, cestinha do confronto, e o segundo colaborou com 11. O Brasil volta a ganhar a competição continental após 16 anos e chegou ao quinto troféu.

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A partida terminou com pontuação baixa, com as defesas das suas seleções funcionando bem e deixando os ataques com aproveitamentos ruins. As duas equipes estiveram pouco inspiradas ofensivamente, com o Brasil levando a melhor porque apresentou maior eficiência nos arremessos de três pontos, acertando nove contra apenas quatro, dianteira de 15 a mais em conversões do perímetro. Pentacampeã, a seleção brasileira está atrás apenas dos Estados Unidos, com sete, e impede que a Argentina chegue ao quarto título. Na edição passada, em 2022, os argentinos tinham vencido o time verde-amarelo por 75 a 73.

Transição em destaque

O Brasil foi para o intervalo da final da AmeriCup 2025 vencendo a Argentina por 31 a 24 graças a uma combinação de intensidade defensiva e maior eficiência ofensiva. A seleção brasileira soube explorar melhor os contra-ataques, somando 13 pontos em transição contra nenhum do rival, além de capitalizar em erros argentinos, com 8 pontos oriundos de falhas. Outro diferencial foi a boa proteção do garrafão: foram 4 tocos e 6 roubadas de bola, que ajudaram a limitar o rival a apenas 9 pontos no segundo quarto. Mesmo com menor número de rebotes totais (20 a 26), o Brasil levou vantagem no ritmo do jogo.

Gui Deodato e Bruno Caboclo se destacaram, ambos com nove pontos, liderando a pontuação do Brasil. Yago também foi decisivo, somando oito e controlando o ritmo da armação. A Argentina, por sua vez, teve dificuldades na pontaria: apenas 30% de eficiência nos arremessos de quadra e baixo rendimento no perímetro (27%). A seleção brasileira, mesmo sem aproveitamento perfeito (36%), mostrou mais equilíbrio e conseguiu distribuir melhor as jogadas. Com isso, fechou o primeiro tempo com vantagem construída por causa da defesa agressiva e da conversão das chances criadas em velocidade.

Cesta importante de Benite do perímetro no segundo tempo

Os 20 minutos finais foram mais equilibrados, com a Argentina ganhando o terceiro período (12 a 11) e o Brasil vencendo o quarto (13 a 11). Na fase decisiva da partida, os adversários esboçaram reação com crescimento do ala/pivô Francisco Caffaro. Ele foi único atleta argentino que alcançou dois dígitos na pontuação, com 11. O atleta elevou o nível dele e começou a dificultar a defesa brasileira. Porém, quando o cronômetro marcava regressiva de dois minutos, a seleção brasileira circulou bem a bola no ataque e o ala Benite converteu de três para voltar a colocar dez de vantagem: 55 a 45.

Dois atletas do Brasil entraram na seleção ideal da AmeriCup, com Yago sendo eleito o MVP da competição e selecionado como um dos armadores. Além dele, a equipe brasileira teve o pivô Bruno Caboclo entre os cinco melhores jogadores da competição. Completaram o time o ala/pivô canadense Kyshawn George, o ala/armador estadunidense Javonte Smart e o ala/pivô argentino Juan Fernandez. Na disputa da medalha de bronze, os Estados Unidos derrotaram o Canadá por 90 a 85.

“Vencemos como time! Vencemos como Brasil! Estou muito feliz, orgulhoso por tudo que fizemos aqui nessa AmeriCup. Superamos tudo, lesões, adversários duríssimos, jogando como um grupo, jogando com união para honrar essa camisa. É um título importante para todos nós, para o nosso basquete, uma conquista muito especial”, Yago, chamado de ‘Monstrinho’ no meio do basquete.

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