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Basquete

Em meio a incertezas, Brasil se prepara para o Pré-Mundial feminino

Mesmo com lesões de jogadoras importantes, sem saber os adversários ou o local de disputa, a equipe de José Neto já vive a competição que acontecerá em fevereiro

Pré-Mundial de basquete feminino José Neto
Alexandre Loureiro/COB

“Para nós o Pré-Mundial feminino de basquete já começou faz tempo”. É assim que o técnico José Neto descreve o momento do Brasil quando fala de suas comandadas. Entre as 16 melhores seleções do mundo no momento, as brasileiras descobrirão parte do caminho até o Mundial da Austrália nos próximos dias, mas a preparação segue a todo vapor. 

“Até o dia 20 deve sair as sedes e as chaves do Pré-Mundial feminino de basquete. Enquanto isso, a gente faz o que consegue e o que a FIBA permite. Estamos em contato direto e frequente com as atletas, seja no Brasil ou fora dele. Temos uma lista de 30 atletas e já informamos os times que elas fazem parte dos planos para que a questão de liberação para a competição não seja problema”, comentou Adriana, gerente da seleção feminina. 

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Segundo o técnico José Neto, a lista de 30 atletas é quase 50/50 quando falamos de jogadoras atuando fora do Brasil e dentro do país. Por questões de condição física de algumas atletas, essa listagem ainda não é confirmada pelo treinador, mas alguns nomes não são negados. 

Chaves Americup de basquete feminino
Damiris é um dos problemas de lesão da seleção brasileira (divulgação/CBB)

“Não tem como esconder que a Clarissa, que está voltando de lesão agora, está na lista. Não tem como negar que a Damiris, que tem um problema mais sério e está se dedicando ao máximo para estar no Pré-Mundial de basquete feminino, também está. Temos outras meninas fora, temos Kamilla Cardoso e outras no college nos EUA que também estão. Logo a lista será divulgada, mas quem acompanha mesmo o basquete feminino tem noção de quem são as 30”. 

Joga onde? Joga contra quem?

Segundo o planejamento de datas oficializado pela FIBA (Federação Internacional de Basquete), a janela para que as equipes femininas joguem o Pré-Mundial feminino de basquete será entre os dias 6 e 14 de fevereiro, com os jogos acontecendo entre os dias 10 e 12. 

“É difícil o planejamento neste momento. A competição pode acontecer na América do Norte, na Europa ou na Ásia e temos que ter o planejamento e a logística para tudo. Temos algumas coisas certas já, de local de treinos e hospedagem, na França e outras encaminhadas no Canadá e nos Estados Unidos. Temos que aguardar a definição. Dentro das possibilidades e do que podemos fazer, as situações e os detalhes estão mais adiantados”. 

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“Queremos competir no mundial”

O Mundial de basquete feminino é totalmente diferente do masculino. Mesmo sendo organizado pela FIBA, o torneio das mulheres terá a presença de 12 seleções na Austrália em 2022, enquanto a última edição masculina, realizada em 2019, teve 32. 

“A gente sabe que não é a mesma regra e eu não vejo isso como justo, mas a gente tem que jogar como são as regras do jogo. Hoje, o Brasil já está entre as 16 melhores do mundo no basquete feminino, mas queremos o Mundial. Para estar no Mundial, a seleção brasileira tem que estar entre as 12 melhores e vamos buscar isso. Mas não é só estar na Austrália, queremos ter capacidade de competir de igual para igual contra as melhores seleções e buscaremos isso”, finalizou José Neto. 

Em fevereiro de 2022, a seleção brasileira disputa o Pré-Mundial de basquete feminino. A competição é nos mesmos moldes do Pré-Olímpico. Serão quatro sedes, com quatro seleções cada. Austrália e Estados Unidos, como país sede e atual campeão olímpico, já estão garantidos no Mundial.

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