O atletismo paralímpico brasileiro segue brilhando no Campeonato Mundial em Nova Déli, na Índia. Nesta madrugada de domingo (5), Zileide Cassiano conquistou a medalha de ouro no salto em distância T20. Este foi o 39º pódio do Brasil na competição, que ampliou a liderança no quadro geral de medalhas.
Zileide alcançou 5,88 metros logo em sua primeira tentativa, marca que se manteve como a melhor entre as seis rodadas de saltos. A turca Fatma Damla Altin ficou com a prata ao registrar 5,72m, enquanto a polonesa Karolina Kucharczyk-Urbańska completou o pódio com 5,55m. A também brasileira Jardênia Félix Barbosa terminou na quinta colocação, com um salto de 5,42 metros.
O ouro em Nova Déli consolida a excelente fase de Zileide, que foi medalhista de prata nos Jogos Paralímpicos de Paris-2024.
Com o resultado, o Brasil abriu vantagem na liderança do quadro de medalhas do Mundial, somando agora 13 ouros, 19 pratas e 7 bronzes, totalizando 39 medalhas. A China aparece em segundo lugar, com 42 pódios, mas apenas 10 ouros, seguida pela Polônia, com oito ouros e 16 medalhas no total. O torneio se encerra ainda neste domingo.
Mais Brasil neste domingo
O país segue com boas perspectivas nas provas finais. Durante a madrugada, a estreante em mundiais Clara Daniele Silva avançou à final dos 200m T12, categoria para atletas com deficiência visual, com o melhor tempo das semifinais: 24,45 segundos. De manhã, brasileira disputou a decisão e terminou em segundo lugar, marcando o tempo de 24s42, a melhor na temporada. No entanto, a ‘vencedora’ Alejandra Paola Lopez (24s20) acabou sendo desqualificada por uma infração do atleta-guia e a brasileira herdou a medalha de ouro.
Nos 200m T64, para amputados de membros inferiores com prótese, Wallison Fortes também garantiu vaga na decisão após marcar 22,61 segundos, o quinto melhor tempo das eliminatórias.
Já Maria Clara Augusto venceu sua bateria nos 200m T47, classe para atletas com deficiência nos membros superiores, registrando 24,97 segundos e garantindo a segunda melhor marca geral.
Ao todo, o Brasil disputará sete finais neste domingo, com chances reais de ampliar ainda mais sua liderança no Mundial paralímpico de atletismo.
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