Squash não é um esporte com muita tradição no Brasil, mas, se tem alguém que pode mudar isso, parece ser Laura Silva. A atleta, de apenas 17 anos, já esteve no top 100 mundial e se prepara para uma final histórica na noite desta terça-feira (12) nos Jogos Pan-Americanos Júnior Assunção-2025, contra Fiorella Gatti, do Paraguai.
Atual 124ª do mundo, Laura já quebrou várias barreiras: pela primeira vez o Brasil disputa uma final do squash nos Jogos Pan-Americanos Júnior. Além disso, nunca uma mulher brasileira subiu ao pódio em Jogos Pan-Americanos adultos. Inclusive, as únicas vezes em que o Brasil disputou finais nos Jogos Pan-Americanos foram com a equipe masculina em Winnipeg-1999 e Santo Domingo-2003. A medalha de ouro hoje garante o direito a uma vaga para os Jogos Pan-Americanos Lima-2027.
Laura Silva e Fiorella Gatti, jovens velhas conhecidas em finais
A brasileira e Fiorella Gatti são bem jovens, mas já são ‘velhas rivais’, especialmente a nível continental. Apenas um mês separa as datas de nascimento de ambas – Laura nasceu em 06/12/2007, enquanto Fiorella é de 06/11/2007 –, e apenas um ponto as separa no ranking mundial: Gatti ocupa a 127ª posição. Em julho deste ano, elas já se enfrentaram em duas finais, sempre com vitória da paraguaia por 3 a 2: aa Copa do Brasil, em Ponta Grossa-PR e no Pan-Americano Sub-19, em Santiago, no Chile.

“Já fiz várias finais com a Fiorella. Acho que jogando na casa dela, com certeza vai ter muita torcida, mas vou me preparar muito bem mentalmente e deixar tudo em quadra”, revelou Laura Silva ao Olimpíada Todo Dia após vencer Maria Emilia Falconi, do Equador, por 3 a 0, com parciais de 11 a 9, 11 a 5, e 11 a 4. Como o jogo durou apenas 18 minutos, ela ainda teve tempo para assistir ao final do jogo entre Fiorella e Mariana Narvaez, do México, pela outra semifinal, e “montar minha estratégia, tentar entregar tudo na final”.
Resultado histórico no Mundial Juvenil impulsionou Laura Silva
Na semifinal, Laura viu a equatoriana abrir uma larga vantagem no primeiro game, mas Laura teve tranquilidade para virar o jogo e vencer sem muitos sustos. “Eu me senti bem em quadra. Ela começou firme, mas eu consegui reverter e ficar melhor, aproveitei bem isso. Feliz com a vitória de hoje. Mais tarde tem final”, comentou.

A atleta do Pinheiros conseguiu, em julho deste ano, um resultado histórico no Mundial Juvenil de Squash. Pela primeira vez, alguém do Brasil chegou às oitavas de finais. Ela avalia que a experiência a ajudou muito a conquistar o bom resultado que vem obtendo em Assunção-2025. “Eu estava entre os melhores do mundo, jogando e assistindo vários jogos de altíssimo nível. Pude trazer para esse torneio um pouco do que aprendi lá, um torneio com esta dimensão, então foi ótimo”, avaliou a medalhista pan-americana júnior.