A esgrima do Brasil encerrou sua participação nos Jogos Pan-Americanos Júnior de Assunção com quatro medalhas. O número que supera o desempenho de Cali-2021. O último pódio veio nesta terça-feira (12), com Ana Beatriz Fraga faturando o bronze no sabre feminino.
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Além dela, o país somou a prata de Matheus Brandt na espada, o bronze de Marcus Pinto no sabre e o bronze de Livia Burberry no florete. Em Cali, a equipe havia conquistado dois pódios: ouro de Victoria Vizeu na espada feminina e prata de Pietra Chierighini no sabre feminino.
Ana Beatriz iniciou o dia com três vitórias em quatro confrontos nas poules, garantindo o segundo lugar do grupo. Na fase eliminatória, superou a paraguaia Luciana Castillo por 15 a 11 e a venezuelana Ariana Jimenez por 15 a 13, assegurando vaga na semifinal. No jogo valendo vaga na final, perdeu por 15 a 14 para a argentina Catalina Borelli, encerrando com o bronze.
Giorgio Fumagalli cai nas oitavas
Na disputa do florete masculino, Giorgio Fumagalli venceu partidas na fase de grupos e avançou ao quadro 16, mas foi derrotado pelo chileno Francisco Restovic por 15 a 12, terminando na 9ª colocação. “Embora a preparação tenha sido bem bacana aqui nesses últimos dias, eu acabei não performando a par. Fiquei muito ansioso, travado, não consigo nem te dizer um ponto específico que eu errei. Foram pequenos detalhes, eu mal joguei, sabe, eu mais vi, eu mais reagi”, contou ao Olimpíada Todo Dia depois da prova.
“Era uma pena, eu tinha grandes expectativas, vontades e claramente tinha colocado bastante trabalho em cima, mas não performei como eu gostaria, como eu precisava e acabei ficando muito mal colocado. Mas o que mais me machuca é não ter entregue o que eu podia”, acrescentou o atleta do GNU. Ele acredita que o Pan Júnior vai ser muito proveitoso para sua carreira, apesar do resultado.
“Esse ambiente provoca uma intensidade muito maior, com certeza. Então, por mais que agora esteja bem chateado, segunda-feira eu vou estar treinando e botando em prática tudo que eu vi aqui, tanto com a comissão técnica, quanto com os atletas que eu vi de outros países, meus amigos que estavam do meu lado. É uma competição menor em relação ao número de pessoas, mas é muito mais intensa. Então, isso dá uma experiência bem diferente que eu quero aplicar no dia a dia”, concluiu o jogador.
*Com Mateus Nagime, de Assunção