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Natação

André Brasil volta a competir nove meses após cirurgia

Em entrevista exclusiva ao Olimpíada Todo Dia, André Brasil falou sobre a recuperação da cirurgia no ombro esquerdo, as principais competições de 2019 e muito mais. Confira!

Foram quase 300 dias afastado daquilo que mais ama fazer, mas isso mudará neste final de semana. Recuperado de uma cirurgia no ombro esquerdo, André Brasil voltará a competir na Etapa Regional de São Paulo do Circuito de Atletismo e Natação.

O Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, que recebeu o nadador durante todo seu processo de recuperação, será o palco desse retorno tão especial. Os atletas que alcançarem os índices estabelecidos pelo departamento técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) garantem participação nas etapas nacionais do Circuito.

Este, entretanto, será apenas mais um degrau na caminhada de André, que pensa nos grandes eventos da temporada 2019.

“Eu tenho até abril, que é nossa seletiva para o Campeonato Mundial, um percurso importante. Correndo contra o tempo, mas acho que como eu sempre coloquei na vida: diversão com responsabilidade, sem projetar tanta coisa”, considerou o nadador em entrevista exclusiva ao Olimpíada Todo Dia.

O Mundial acontecerá entre os meses de julho e agosto. Os índices mínimos para a entrada na competição já foram definidos, e poderão ser buscados até o dia 11 de maio. Mas André mantém o pensamento ainda mais à frente.

“Se o Mundial for um primeiro degrau para que depois venha um Pan-Americano e para daqui a um ano e meio eu esteja 100% apto a brigar por um resultado, lá estarei eu, em Tóquio, se Deus quiser e assim eu espero”, afirmou.

André Brasil

Divulgação/www.andrebrasil.com

Dono de 14 medalhas em Paralimpíadas e consciente de que a caminhada até Tóquio 2020 será longa, André busca não criar muitas expectativas.

“Para quem tem 14 carregando nas costas, para quem já ultrapassou o amigo e ídolo do esporte, o Clodoaldo Silva, o cara não espera muita coisa não. Eu espero estar lá, eu espero aproveitar e me divertir, mas também fazer o meu trabalho. É o que eu sempre fiz. Depois que acabar eu quero sentar com o meu filho, com a minha família, tomar uma cerveja, um vinho e comemorar tudo aquilo que foi feito. Eu sou humano, não sou máquina”, idealizou.

 

A lesão

A cirurgia no ombro esquerdo de André foi realizada no dia 3 de maio de 2018, e foi mais complexa do que todos poderiam prever.

André Brasil

Reprodução/Instagram

“Eu tive tudo o que você possa imaginar dentro de uma articulação tão pequena, mas tão importante para a gente. Eu tive ruptura parcial de cápsula, ligamento, musculatura como um todo. Diferente de uma prótese, eu tenho praticamente uma articulação inteira nova”, contou André.

“E assim como uma criança que começa a engatinhar, eu ia ter que reaprender a mexer meu braço, reaprender a movimentar meu braço, me reeducar quanto àquilo que eu fazia dentro da água, trabalhar outras musculaturas. Reorganizar tudo isso e deixar a cabeça preparada para o que vem pela frente”, completou.

Emocionado, André relembrou um episódio que aconteceu sete meses após a cirurgia. O Doutor Breno Schor, do Comitê Olímpico do Brasil (COB), disse que inicialmente ficaria feliz em vê-lo apenas esticar o braço, dando dimensão à gravidade da lesão tratada anteriormente.

Porém, a maior motivação de André Brasil durante o período de recuperação tem nome: Leonardo. “Eu tenho um menino de seis anos de idade que eu ainda quero levar até Tóquio, que eu ainda quero que daqui a alguns anos ele ainda tenha uma boa lembrança do que o papai fez”, disse.

Sonhos

Sem vínculo com clubes, André Brasil idealiza um futuro com mais interação entre o esporte olímpico e paralímpico, lembrando sempre de suas próprias experiências na longa e vitoriosa carreira.

“Eu gostaria de ver os clubes do esporte convencional abraçarem a causa, abraçarem uma pessoa com deficiência. Dar uma oportunidade para que essas pessoas estejam vivenciando o dia a dia de grandes referências do esporte. Gostaria que existisse uma troca maior”, afirmou.

“As pessoas com deficiência não precisam de ajuda, elas precisam de oportunidade”, finalizou o nadador.

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