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Lais Nunes nos Jogos Pan-Americanos de Lima Pré-Olímpico Canadá

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No Canadá, Giullia Penalber e Laís Nunes vão atrás da vaga olímpica

Giullia Penalber e Laís Nunes disputam Pré-Olímpico como cabeças de chave. Seletiva começa hoje

Washington Alves/COB

No Canadá, Giullia Penalber e Laís Nunes vão atrás da vaga olímpica

O wrestling brasileiro vai entrar na disputa por uma vaga em Tóquio 2020. O Pré-Olímpico que acontece em Ottawa, no Canadá, a partir de sexta (13), carimba o passaporte dos dois primeiros colocados de cada categoria. No total, 14 atletas estão inscritos.

Cabeças de chave da competição em suas respectivas categorias, Giullia Penalber, 5ª do ranking mundial e campeã do Pan-Americano da modalidade até 57 kg, e Laís Nunes, vice do Pan até 62 kg e representante do Brasil na Rio 2016, são umas das esperanças para o país.

Cada faixa de peso possui duas cabeças de chave, que se cruzariam apenas em uma eventual final e com a vaga olímpica assegurada. Para Laís, ser cabeça de chave significa não ter que enfrentar prematuramente a norte-americana Kayla Miracle, outra favorita à vaga olímpica, mas a atleta evita pensar nas adversárias.

“Acredito que estamos todos atrás de um mesmo objetivo. Eu diria que minha atenção se concentra na luta que estou fazendo, independente de quem seja. Preciso me manter concentrada sabendo que cada luta é uma luta”, explica.

Já Giullia admite que o ouro no Pan, conquistado no início de março, dá um ânimo a mais, mas é preciso foco. “Com certeza [o Pan Americano] foi um bom teste para gente, mas o Pré-Olímpico é um campeonato diferenciado. Todos os atletas entram muito focados. Costumamos dizer que tudo pode acontecer, pois todos os atletas se prepararam para esse classificatório.”

Para a goiana, o processo para o Pré-Olímpico começou logo após os Jogos de 2016. “A preparação começou há quatro anos e foi bem feita até aqui. Aqui no Canadá também estamos apenas dando os ajustes finais para a seletiva. Então eu diria que está tudo certo, fizemos um bom trabalho para chegar aqui”.

Na chave da ex-judoca também estão a americana Helen Maroulis, campeã olímpica em 2016, a canadense Linda Morais, atual campeã Mundial na categoria até 59kg, e a equatoriana Lissete Antes, campeã dos Jogos Pan-Americanos de Lima.

“Estamos na reta final, então seguimos realizando os últimos ajustes para poder ter a melhor performance no sábado. 57 kg é uma categoria bem disputada, e terão atletas bem experientes nessa competição. Estou preparada para dar meu máximo em cada luta, e espero conquistar essa vaga para o nosso país”, completa, sobre o Pré-Olímpico.

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Visibilidade

Após o fim do ciclo olímpico do Rio, o wrestling teve investimentos reduzidos, às vezes fazendo com que as próprias atletas arcassem com despesas para manter os treinamentos.

“É triste essa situação, porque nunca conseguimos levar equipe completa para as competições. Muitos desistem durante o caminho porque, devido à falta de verba, vão grupos bem reduzidos para os campeonatos e o grupo de treino no Brasil fica ainda mais vazio. Espero que tenhamos resultados cada vez melhores para que o Wrestling se torne mais popular e as empresas se interessem em nos ajudar”, diz Giullia.

Laís parece já ter se conformado com a situação. “Acredito que hoje estamos melhor, já foi pior, e eu hoje tenho outra mentalidade a respeito disso. É o meu sonho e tenho que investir nele com tudo que tenho e sou. Isso funciona sobre tirar do próprio bolso também. Então penso que fiz tudo de mim, dei o meu melhor, e faço isso sempre, sempre acreditando no sonho.”

As atletas também planejam conseguir mais reconhecimento para o esporte. Além de tentar atingir mais pessoas nas plataformas digitais, a dupla acredita que uma medalha nos Jogos trará mais popularidade para a modalidade.

“Acho que os nossos resultados nos trouxeram até aqui. Temos evoluído muito e temos feito conhecer o wrestling no Brasil, mas sempre temos muito que melhorar e é isso que estamos buscando, uma medalha olímpica para o nosso esporte”, diz Laís.

As lutadoras entram no ringue da seletiva no Canadá no sábado (14). A medalhista mundial Aline Silva (-76kg), além de Kamila Barbosa (-50kg) e Dailane Reis (-68kg) completam a equipe.

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Competição

Os primeiros a competir, já na sexta (13), são os atletas do estilo greco-romano: Marat Garipov, categoria até 60kg, Joilson Júnior até 67kg, Angelo Moreira, até 77kg, Ronisson Brandão, até 87kg, Guilherme Evangelista, até 97kg, e Eduard Soghomonyan, outro que lutou na Rio 2016, até 130kg.

No domingo (15), é a vez do estilo livre encerrar o Pré-Olímpico. Bryan Oliveira (-57kg), David Moreira (-65kg) e o paulista Marcus Calasans (-74kg) tentarão uma vaga em Tóquio.

A última vez que o Brasil participou de uma edição de Jogos Olímpicos na modalidade foi em Atenas 2004, com Antoine Jaoude.

A seletiva mundial também garante a ida para Tóquio. A competição aconteceria em maio, na Bulgária, mas foi adiada devido ao surto de coronavírus. Ainda não há previsão de nova data.

Confira abaixo os inscritos no Pré-Olímpico do Canadá e todos os cabeças de chave (em asterisco) em suas respectivas categorias.

Estilo greco-romano

Marat Garipov até 60kg
Joilson Júnior até 67kg
Angelo Moreira até 77kg
Ronisson Brandão até 87kg
Guilherme Evangelista até 97kg
Eduard Soghomonyan até 130kg

Wrestling Feminino:

Kamila Barbosa até 50kg
Giullia Penalber ate 57kg
Lais Nunes até 62kg
Dailane Reis até 68kg
Aline Silva até 76kg

Estilo livre

Bryan Oliveira até 57kg
David Moreira até 65kg
Marcus Calasans até 74kg

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