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Dentinho vê Brasil em grupo difícil e prega passo a passo no Mundial Sub-17



Em exclusiva ao OTD, Dentinho, técnico da seleção brasileira sub-17, destacou a preparação de quatro meses para o Mundial, a versatilidade do elenco e o peso da tradição antes da estreia com a Croácia, nesta quinta-feira (6), às 18h



Brasil estreia nesta quinta-feira (6) no Mundial Sub-17 de vôlei feminino (Foto: Instagram @jairoisla)
Brasil estreia nesta quinta-feira (6) no Mundial Sub-17 de vôlei feminino (Foto: Instagram @jairoisla)

A seleção brasileira feminina sub-17 de vôlei estreia nesta quinta-feira (6) no Campeonato Mundial da categoria com uma missão exigente logo na primeira fase. O time comandado por Marcelo Freitas, o Dentinho, está no Grupo C, ao lado de Croácia, Argentina, Espanha, Japão e Polônia. Para o treinador, a chave brasileira é uma das mais complicadas da competição. O Brasil chega ao torneio depois de ser vice-campeão sul-americano e com uma preparação longa. Segundo o treinador, a comissão técnica teve tempo para observar, testar e trabalhar o grupo antes da definição final das convocadas.

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“Fizemos uma longa preparação com três laboratórios e depois oito blocos de treino totalizando quatro meses. Nossa expectativa é fazermos um bom campeonato e colocarmos na quadra tudo o que trabalhamos nesse período”, disse o técnico Marcelo Freitas em entrevista exclusiva ao Olimpíada Todo Dia (OTD). Na última edição do Mundial Sub-17, em 2024, o Brasil terminou na quinta colocação. Agora, a seleção tenta dar um passo adiante, mas Dentinho evita colocar uma meta fechada. O treinador destacou que se trata de uma categoria de entrada, formada por atletas jovens, muitas delas em sua primeira experiência internacional.

“O Brasil tem o peso da tradição. Essa seleção é a de entrada, meninas novas e muitas estão jogando uma competição internacional pela primeira vez. Nossa expectativa é fazermos o melhor a cada jogo, pensando passo a passo, para alcançarmos o melhor resultado possível”, destacou o treinador.

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Brasil em grupo complicado no Mundial

Uma das características destacadas pelo treinador da seleção brasileira é a profundidade do elenco. Dentinho vê o Brasil com alternativas e acredita que todas as jogadoras convocadas podem contribuir durante a campanha. “Temos uma equipe homogênea e versátil. Um grupo que as 14 podem estar dentro da quadra a qualquer momento”, afirmou. O caminho do selecionado verde-amarelo na primeira fase, no entanto, promete ser duro. Além da rival Argentina, sempre cercada por um componente emocional nos confrontos com o Brasil, a equipe nacional terá pela frente Japão, Polônia, Espanha e Croácia.

Os dois principais rivais do Grupo C devem ser Polônia, que chega como campeã europeia da categoria, e o Japão, atual vice-campeão mundial no sub-17 e um adversário que costuma ser de alto nível técnico e defensivo. Dentinho, porém, amplia o alerta. Para ele, não há jogo simples dentro da chave da seleção brasileira. “Estamos no grupo considerado por todos o mais difícil. Além da Polônia e do Japão, temos a Espanha com uma boa equipe, Croácia com atletas altas e habilidosas e a Argentina, sempre com atletas de potencial, fora o lado da rivalidade”, completou Marcelo Freitas ao OTD.

Ao analisar o cenário geral, o técnico também citou outras seleções fortes no Mundial Sub-17. Além de Polônia e China, atual campeã mundial da categoria, Dentinho enxerga um grupo amplo de candidatas a fazer boa campanha. “Tem várias equipes de excelente nível. Citaria além de Polônia e China, as seleções de Turquia, Estados Unidos, Itália, Coréia do Sul, República Dominicana e Venezuela”, analisou Dentinho.

Dentinho explica corte de “duas grandes promessas”

Durante a preparação ao Mundial sub-17, duas jogadoras chamaram atenção pela estatura: Ana Laura, de 14 anos e 1,93m, e Maria Eduarda, a Chokito, de 16 anos e 1,95m. As duas fizeram parte do processo, mas acabaram ficando fora da lista final para o torneio. Dentinho explicou que ambas seguem vistas como promessas pela comissão técnica, mas ainda precisam de sequência de desenvolvimento nos clubes.

“São duas grandes promessas pela estatura e biotipo. Elas trabalharam bem durante o processo, mas precisam dar sequência nos clubes, evoluir nas partes técnica e física e, certamente, estarão novamente na seleção. Essa foi a minha conversa com as duas no momento das dispensas”, explicou Marcelo Freitas. Ana Laura tem atuado nesta fase da carreira como central e está no clube de Londrina. Já Chokito tem jogado como ponteira no Mackenzie, agremiação de Belo Horizonte (MG).

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