O Brasil inicia nesta quinta-feira (6) sua participação no Campeonato Mundial Sub-17 de vôlei feminino, em Santiago, no Chile. A seleção brasileira está no Grupo C e fará cinco jogos na primeira fase. O torneio será o segundo da história da categoria, com a edição inaugural tendo acontecido em 2024. Na ocasião, o selecionado verde-amarelo era comandado pela técnica Fofão, campeã olímpica em Pequim-2008 como levantadora, e terminou na quinta colocação. Agora, a equipe será comandada por Marcelo Freitas, o Dentinho. O treinador também esteve à frente do time que conquistou a medalha de prata no Sul-Americano da categoria no ano passado. A competição será transmitida pelo YouTube da Volleyball World.
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Entre os principais nomes da seleção brasileira para o Mundial deste ano aparece Vic Martini, capitã e oposta do Fluminense. No Sul-Americano, ela foi eleita a melhor jogadora da posição, terminou como maior pontuadora do Brasil, com 74 pontos, e liderou a competição em aces, com 18. Outro destaque é a central Isadora Costa, do Flamengo. A atleta do time rubro-negro encerrou o torneio continental na liderança dos bloqueios, com 12. O elenco também conta com novidades como a ponteira Marina Maccarone e a líbero Jordâna, ambas do Paulistano Barueri.
O torneio conta com a participação de 24 seleções, divididas em quatro grupos com seis. Os quatro melhores de cada chave avançam às oitavas de final. Antes do Mundial Sub-17, o Brasil disputou competições de preparação no Chile. Em Copiapó, cidade chilena, conquistou o título de um Quadrangular Internacional diante de Argentina, Chile e Japão. No principal jogo, a seleção brasileira venceu as japonesas por 3 sets a 1. A equipe capitaneada por Vic Martini ainda fez amistosos contra a Itália, terceira colocada no Europeu.
Jogos do Brasil na fase de grupos
Quinta-feira (6), 18h — Brasil x Croácia
A Croácia foi quinta colocada no Europeu de 2025.
Sexta-feira (7), 15h — Brasil x Polônia
A Polônia é a atual campeã europeia e aparece entre as favoritas ao título mundial.
Sábado (8), 15h — Brasil x Argentina
As duas seleções já se enfrentaram durante a preparação no Chile e no Sul-Americano.
Segunda-feira (10), 18h — Brasil x Espanha
Será o quarto compromisso brasileiro na primeira fase.
Terça-feira (11), às 21h — Brasil x Japão
O Japão é o atual vice-campeão mundial sub-17 e foi derrotado pelo Brasil por 3 sets a 1 em quadrangular de preparação.
Atletas inscritas do Brasil
Levantadoras
3 — Laura Dias
16 anos, 1,70m — Mackenzie (MG)
Atuou no Sul-Americano
7 — Catarina
16 anos, 1,85m — Minas Tênis Clube (MG)
Atuou no Sul-Americano
Opostas
10 — Vic Martini
16 anos, 1,84m — Fluminense (RJ)
Atuou no Sul-Americano
19 — Sophia Levandoski
15 anos, 1,90m — Vôlei 5
Ponteiras
6 — Pietra
16 anos, 1,76m — Pinheiros (SP)
Atuou no Sul-Americano
11 — Marina Maccarone
16 anos, 1,86m — Paulistano Barueri (SP)
12 — Meilani
15 anos, 1,77m — Club Sand, dos Estados Unidos
Atuou no Sul-Americano
28 — Luiza
13 anos, 1,75m — Tribe, dos Estados Unidos
Centrais
4 — Duda Bender
16 anos, 1,94m — Nova Trento (SC)
17 — Sofia Arruda
16 anos, 1,86m — Sesi Bauru (SP)
21 — Isadora
15 anos, 1,79m — Flamengo
Atuou no Sul-Americano
Líberos
1 — Jordâna
14 anos, 1,68m — Paulistano Barueri
8 — Carolina
15 anos, 1,63m — Flamengo
Opinião: quartas de final como meta
O Brasil chega ao Mundial Sub-17 com condições reais de brigar por uma vaga nas quartas de final. Considerando o nível da competição e o equilíbrio entre as principais seleções da categoria, terminar entre as oito melhores do mundo já representaria uma campanha consistente para a equipe comandada por Marcelo Freitas. A disputa pelo título, porém, promete ser bastante acirrada. A China defende a conquista da primeira edição do torneio e desponta novamente como uma das favoritas.
Polônia, atual campeã europeia, Turquia, vice-campeã continental, Itália, terceira colocada, Estados Unidos, campeões da Norceca, e Coreia do Sul, campeã asiática, também aparecem entre as principais candidatas ao pódio. Além dessas seis seleções citadas acima, Brasil, prata no Sul-Americano, Venezuela, campeã continental na América do Sul, e Japão, atual vice-campeão mundial, também podem surpreender e figurar na disputa por medalha.



