A Seleção Brasileira masculina de vôlei perdeu para a Polônia por 3 sets a 0 e ficou em situação crítica na disputa por uma vaga na fase final da VNL. Depois de sofrer o mesmo placar diante dos Estados Unidos, o Brasil permaneceu com seis vitórias e 16 pontos, restando apenas o confronto contra a China na fase preliminar.
A derrota foi analisada por Fernando Gavini, Rafael Zito e Gabriel Gentile no pós-jogo do Olimpíada Todo Dia. Além dos erros nos momentos decisivos, o debate passou pela queda de rendimento da equipe, pelas escolhas da comissão técnica e pelo risco de eliminação antes mesmo da última partida.
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Brasil volta a falhar nos pontos decisivos
A Seleção conseguiu equilibrar os dois primeiros sets, mas não sustentou o desempenho nas bolas mais importantes. O passe caiu de rendimento, o saque perdeu eficiência e os atacantes brasileiros cometeram erros em situações nas quais tinham condições de pontuar.
O Brasil entregou 27 pontos em erros durante a partida. Oito deles vieram em falhas de ataque, contra apenas dois da Polônia. Darlan cometeu quatro desses oito erros e voltou a ter dificuldades para assumir o papel de principal referência ofensiva da equipe.
Um dos lances destacados no pós-jogo aconteceu no fim do primeiro set. Com o placar empatado em 22 a 22 e diante de um bloqueio simples, Darlan tentou explorar a paralela, onde Tomasz Fornal já estava posicionado, e mandou a bola para fora.
No segundo set, o Brasil novamente chegou à reta final com chances. A Polônia, porém, apresentou maior segurança nas decisões e aproveitou uma desorganização brasileira para fechar a parcial. No terceiro, os europeus controlaram o jogo até confirmar a vitória.
Lucarelli cobra redução dos erros
Depois da partida, Lucarelli reconheceu que o Brasil precisa melhorar a execução nos momentos importantes.
“A gente tem que aprender a minimizar os erros em momentos importantes, fazer o fácil e bem feito. Quando eles fizerem boas ações, parabéns, vamos para a próxima”, afirmou o ponteiro.
O jogador também ressaltou que o Brasil ainda precisa cumprir seu papel diante da China, independentemente das combinações da rodada.
Brasil pode ser eliminado antes de enfrentar a China
O Brasil ainda pode alcançar sete vitórias, mas não depende apenas do próprio resultado. A Seleção pode entrar em quadra contra a China já eliminada.
Isso acontecerá caso a Itália vença a Argentina e a Bulgária supere os Estados Unidos. Com a combinação, italianos e búlgaros chegariam à sétima vitória e ficariam fora do alcance brasileiro pelos critérios de desempate.
Caso permaneça vivo, o Brasil ainda precisará:
- vencer a China;
- torcer por uma derrota da Ucrânia para a Alemanha;
- torcer por uma derrota da Bulgária para a França na última rodada.
Mesmo uma vitória sobre os chineses pode não ser suficiente. A equipe de Bernardinho encerra a fase preliminar com, no máximo, sete triunfos e 19 pontos.
Campanha expõe distância para os primeiros colocados
A campanha brasileira também chama atenção pelos resultados contra as equipes que ocupam as primeiras posições. O Brasil perdeu para Estados Unidos, Polônia, Eslovênia, Itália e Ucrânia.
As seis vitórias vieram contra Sérvia, França, Irã, Argentina, Bélgica e Canadá. A sequência mostra a dificuldade da Seleção para competir com os adversários que brigam diretamente pelas primeiras colocações.
Durante o pós-jogo, a análise também levantou questionamentos sobre a formação de novos jogadores, o aproveitamento das categorias de base e a necessidade de ampliar a observação de brasileiros que atuam no exterior.
O Brasil volta à quadra no domingo, contra a China. A live do Olimpíada Todo Dia começa às 13h15, com o jogo marcado para as 14h, no horário de Brasília.



