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Brasil derrota China com muro Luzia e é o único invicto na Liga das Nações



Brasil derrota China com show no bloqueio e lidera na Liga das Nações como único invicto



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(FIVB)

O Brasil venceu a China por 3 a 1 na manhã deste sábado (20) pela terceira rodada da segunda semana da Liga das Nações (VNL) de vôlei feminino. As parciais da partida disputada em Ancara, na Turquia, foram de 26/14, 25/18, 19/25 e 25/15. Assim, a seleção chega a sete vitórias em sete jogos e se mantém na liderança da fase de classificação agora como a única equipe invicta.

O destaque do jogo foi a central Luiza com nada menos do que dez pontos de bloqueio. Somou 12 no total, com mais um no saque e outro no ataque. Julia Bergmann foi a maior pontuadora do confronto, somou 20, e Rosamaria marcou 17. Ana Cristina também pontuou com dois dígitos, 14. Tang, com 15, foi a melhor na China.

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(FIVB)

Nas estatíscias coletivas, o bloqueio foi o destaque com 16 pontos contra seis das chinesas. Elas erraram mais, 26 pontos cedidos contra 20. No ataque, 55 a 47 pro Brasil e, nos aces, 4 a 3 a nosso favor.

Alemanha e mais quatro

O Brasil ainda joga mais uma vez nesta segunda semana da VNL, pega a Alemanha às 10h (Brasília) deste domingo (21) com acompanhamento ao vivo pelo YouTube no OTD. A terceira e última será entre 8 a11 de julho com o Brasil jogando em Osaka, no Japão, contra as anfitriãs, Tailândia, Polônia e Estados Unidos, nessa ordem.

Encerradas as três semanas, as oito melhores classificadas vão para a fase final, marcada para 18 a 24 de julho, em Macao. Lá, formam uma chave eliminatória a partir das quartas de final.

Bloque decide

O primeiro set foi equilibrado do início ao fim, com o Brasil comandando o marcador na primeira metade. A China, porém, não deixou a seleção escapar e tomou a frente no 16 a 15. Num bloqueio de Tang em Julia Bergmann, elas abriram dois no 18 a 16, o suficiente para Zé Roberto parar a partida.

Deu resultado, o Brasil retomou a dianteira no 19 a 18 e foi a vez do time delas pedir tempo. Uum erro chinês, invasão por cima de Wang num ataque fácil, levou a vantagem pra dois no 22 a 20 e os asiáticos voltaram a parar a partida.

Julia Bergmann Brasil china vnl liga das nações de volei feminino
Julia Bergmann é a quarta maior pontuadora da VNL (FIVB)

Desta vez deu certo com o empate chegando no 23 e forçando Zé Roberto a chamar suas atletas para conversar. Na volta, Julia Bergmann virou da entrada de rede e conseguiu o primeiro set point do confronto.

Bloque e bloque

A China salvou e, a seguir, teve um contra-ataque para tomar o set point. Mas Luzia subiu o muro e não deixou. E foi no bloqueio que Julia Bergmann fechou a parcial logo a seguir. O fundamento, por sinal, rendeu cinco pontos pra seleção no set contra apenas um das adversárias.

Muro Luiza

A segunda parcial começou com as chinesas melhores, abrindo três pontos no 5 a 2. Num avião de Rosamaria, a distância foi a quatro, a maior do jogo até então.

O Brasil reagiu e empatou em mais um bloqueio de Luzia, chegando ao 11 a 10 logo depois num ace de Julia Bergmann. Uma sequência ruim de Ana Cristina abriu espaço para a reação chinesa, que retomou o controle do placar e foi a 13 a 11.

Ana Cristina se recuperou aproveitando uma bola de cheque e o empate voltou para a quadra. Foi quando Luzia pegou o ataque chinês de novo no bloqueio, o quinto dela até então, e a seleção abriu dois no 18 a 16. Vantagem que foi a cinco no 21 a 16, já o suficiente para o 2 a 0.

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Rosamaria fez mais um bom jogo (FIVB)

Síndrome do terceiro set

A chamada “síndrome do terceiro set” começou a dar as caras logo no início da parcial seguinte e a China abriu 5 a 1. A reação ganhou força com 14 a 8, mas o Brasil se recuperou aos poucos até colar no 16 a 17 contra. Chegou a ter um contra-ataque para o empate, mas Bergmann ficou no bloque. Foi o último suspiro brasileiro antes delas fecharem num ace.

Atropelo e vitória

No quarto set quem começou na frente foi o Brasil, com dois pontos no 3 a 1. Ana Cristina teve a bola pro 5 a 2, mas ficou num bloqueio poderoso de Wang na entrada de rede. Na sequência, dois erros delas, Zhuang com uma diagonal pra fora e uma invasão por cima de Xiang, levaram a vantagem para três pontos.

Foi então que o bloqueio, aquele mesmo do primeiro set, voltou a aparecer e o Brasil abriu a maior vantagem no 13 a 5. Com oito de folga, foi só manter a concentração para fechar a parcial e confirmar a vitória.

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Jornalista com mais de 20 anos de profissão, mais da metade deles na área de esportes. Está no OTD desde 2019 e, por ele, já cobriu 'in loco' os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, os Olímpicos de Paris, além dos Jogos Pan-Americanos de Lima e de Santiago

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