A Alemanha venceu a Bélgica por 3 sets a 0 (25/20, 25/19 e 25/21) nesta sexta-feira (19), em Ancara, na Turquia, pela segunda semana da Liga das Nações de Vôlei feminino. A seleção alemã controlou melhor os momentos decisivos, impôs seu sistema de bloqueio e defesa e derrotou as belgas em sets diretos.
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O resultado foi importante para as alemãs na tentativa de reação dentro da VNL 2026. A equipe vinha de derrota dura para a China, em jogo de cinco sets, quando chegou a abrir 2 a 1, mas sofreu a virada no tie-break. Contra a Bélgica, a Alemanha conseguiu transformar a boa atuação em vitória e ganhou fôlego na classificação.
Weske e Weitzel lideram pontuação alemã
A Alemanha teve uma distribuição mais equilibrada de pontos na vitória. Lina Alsmeier, Monique Strubbe e Lena Stautz ajudaram na rotação ofensiva, mas os principais nomes foram Lina Weske e Camilla Weitzel. Weske terminou como maior pontuadora alemã, com 13 pontos, sendo dez de ataque, dois de bloqueio e um de saque. Weitzel veio logo atrás, com 12 pontos, nove deles em ataques e três no bloqueio. Alsmeier também chegou aos dois dígitos, com 11 pontos, incluindo dois aces.
Pelo lado belga, Pauline Martin foi a maior pontuadora do jogo, com 16 pontos. A oposta marcou 14 vezes no ataque, uma no bloqueio e uma no saque. Britt Herbots, capitã das Yellow Tigers, somou oito pontos, todos no ataque. Fransen contribuiu com seis pontos, enquanto Tea Radovic, que havia se destacado contra o Brasil, terminou com cinco.
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Alemanha confirma reação
A Alemanha entrou na segunda semana da VNL tentando corrigir a irregularidade da etapa inicial. Na primeira semana, a equipe venceu o Canadá na estreia, mas depois perdeu para Ucrânia, Japão e Estados Unidos. Em Ancara, voltou a competir bem contra a China, mas deixou escapar a vitória depois de vencer dois dos três primeiros sets.
Diante da Bélgica, a seleção alemã mostrou mais estabilidade. O time conseguiu pressionar a recepção belga, organizou melhor a relação entre bloqueio e defesa e teve mais tranquilidade nas viradas de bola. A boa distribuição ofensiva também fez diferença: três jogadoras alemãs chegaram aos dois dígitos na pontuação, enquanto a Bélgica ficou mais dependente de Pauline Martin.
O técnico Giulio Bregoli havia destacado antes da etapa de Ancara que a Alemanha precisava transformar as lições da primeira semana em evolução. O duelo contra a Bélgica mostrou justamente uma equipe mais equilibrada, capaz de sustentar o nível por mais tempo e evitar as quedas que custaram caro em jogos anteriores.
Bélgica não repete atuação contra o Brasil
Para a Bélgica, a derrota interrompeu a boa impressão deixada no duelo contra o Brasil. Um dia antes, as Yellow Tigers haviam ficado a poucos pontos de uma grande surpresa contra a seleção brasileira. A equipe chegou a abrir 2 sets a 1, mas acabou derrotada no tie-break, por 15/13 no quinto set.
Contra a Alemanha, porém, a equipe belga não conseguiu manter o mesmo nível. A seleção de Kris Vansnick teve dificuldade para furar o sistema defensivo alemão e não encontrou a mesma eficiência ofensiva vista no jogo contra o Brasil, quando Pauline Martin e Tea Radovic foram fundamentais para colocar pressão em uma das favoritas da competição.
Sequência na VNL
Com o resultado, a Alemanha se aproxima da Bélgica na classificação e ganha moral para os próximos jogos. A seleção alemã ainda terá dois desafios grandes em Ancara: enfrenta a Turquia neste sábado (20) e depois encara o Brasil no domingo (21).
A Bélgica volta à quadra no domingo, contra a França, em confronto direto importante para tentar encerrar a segunda semana com reação. Depois de três derrotas seguidas em Ancara, as Yellow Tigers precisam pontuar para não se afastar ainda mais da zona intermediária da tabela.