O Brasil precisou sofrer para manter a invencibilidade na Liga das Nações (VNL) de vôlei feminino. Nesta quinta-feira (18), em Ankara, na Turquia, a seleção brasileira venceu a Bélgica por 3 sets a 2, parciais de 25/20, 22/25, 23/25, 25/22 e 15/13. A partida ficou marcada por oscilações, tensão e participação decisiva de jogadoras que saíram do banco. Uma delas foi Rosamaria, que entrou como oposta no lugar de Kisy a partir do terceiro e terminou como peça importante na virada. Ela começou na reserva, mas foi acionada pelo técnico José Roberto Guimarães em um momento complicado do jogo e ajudou a solucionar um problema ofensivo do time na saída de rede.
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“Hoje foi uma vitória muito importante e legal por ver todo mundo participando, ganhando mais de tempo dentro de quadra e conseguindo sair com uma vitória contra um rival super guerreiro, jovem, com muita energia, que era o time da Bélgica. A gente sabia que seria difícil, então foi importante também passar por momentos difíceis e, como grupo, conseguir sair disso, encontrar uma solução em um jogo que estava muito complicado. A gente conseguiu, como equipe, encontrar uma solução ali dentro, uma ajudando a outra. Fica aí essa boa vitória, seguimos invictas e agora descansar e pensar no próximo jogo”, destacou Rosamaria, que terminou a partida com 13 pontos, sendo todos em ataque.
Brasil começa na frente, mas só vence de virada no quinto set
Depois de vencer o primeiro set, o Brasil viu a Bélgica crescer, perdeu as duas parciais seguintes e precisou buscar alternativas para reagir. A entrada de Rosamaria ajudou a seleção brasileira a ganhar mais estabilidade ofensiva e encontrar soluções em uma partida que ficou travada em vários momentos, com levantamentos previsíveis para as ponteiras em situações com passes ruins.A resposta veio nos números, com a oposta marcando 13 pontos, todos ofensivamente, em 25 tentativas. Ela fechou como a terceira maior pontuadora do time no jogo, atrás apenas das ponteiras Julia Bergmann, com 19, e Ana Cristina, com 16. No recorte do duelo, Rosamaria foi fundamental na reta final: fez três pontos no terceiro set, cinco no quarto e mais cinco no tie-break.
A participação dela ganhou ainda mais peso porque o Brasil precisou reagir em um cenário de pressão. A Bélgica, mesmo sem a ponteira Britt Herbots, teve grande atuação coletiva. Destaque para a oposta Pauline Martin, maior pontuadora do jogo com 22 pontos, e a jovem ponteira Radovic,de 19 anos, que marcou 18. Do outro lado, a seleção brasileira precisou encontrar força no grupo para virar e evitar a primeira derrota na VNL. O jogo começou favorável, no entanto, o rival reagiu e virou a partida. A seleção brasileira precisou se reorganizar no quarto, quando Rosamaria estava consolidada na formação, para empatar o confronto.
No tie-break, o confronto seguiu equilibrado até os últimos pontos. O Brasil sustentou a pressão e confirmou a vitória, mantendo a campanha perfeita na VNL com seis triunfos em seis jogos na competição. Mais do que um triunfo, o duelo contra a Bélgica mostrou a profundidade do elenco. Em dia de dificuldades, Zé Roberto encontrou respostas no banco com Rosamaria, a levantadora Roberta, a líbero Marcelle e a ponteira Helena.
Rosamaria em destaque
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