O Brasil venceu a Sérvia por 3 sets a 0 neste sábado (13), no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, pela terceira rodada da primeira semana da Liga das Nações (VNL) de vôlei masculino 2026. Um dos momentos que ajudou a construir o resultado aconteceu na passagem de Flávio pelo saque durante o segundo set. Apesar de frequentemente ser cobrado pelo fundamento, o central foi responsável por uma sequência importante que ampliou a vantagem da seleção brasileira e ajudou a encaminhar a parcial. Após a partida, o atleta passou pela zona mista e explicou ao Olimpíada Todo Dia (OTD) por que seu serviço costuma ser analisado de forma diferente dos atletas mais conhecidos pela potência.
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“Bom, o meu saque é um saque mais tático. É um saque que não impressiona, então vou ser cobrado disso. O saque que impressiona é um saque a 120, 130km/h. Então, assim, acaba dependendo muito mais do bloqueio e da defesa. Eu, inclusive, quando estava no saque, fiz três defesas hoje. Para ter essa sequência, eu preciso que o time funcione bem taticamente. E hoje isso funcionou, deu certo. Então assim, como falei, não é um saque que impressiona, mas quando acontece taticamente, funciona muito bem e posso fazer várias sequências. Geralmente a torcida, as pessoas que estão assistindo o jogo, olham mais para o saque do Darlan, por exemplo, mas ninguém olha para os erros”, explicou Flávio ao OTD.
Para Flávio, a contribuição do seu saque vai além dos aces ou da velocidade registrada. “Não estou julgando, só comparando números, tá? Quantos saques ele errou no jogo hoje, quantos saques eu errei, por exemplo. Às vezes, na minha sequência faço muito mais saques em quantidade do que saques impressionantes. Hoje fui feliz, tive uma sequência de saques boas no segundo set e consegui ajudar a abrir uma larga vantagem para a gente no placar. É continuar trabalhando, é isso que vou fazer e pretendo continuar fazendo cada vez mais”, completou o experiente central do Brasil, que atua no Trentino, da Itália, e está com 33 anos.
Bloqueio funcionou contra os sérvios
Além da eficiência no saque, o Brasil também conseguiu neutralizar boa parte das ações ofensivas da Sérvia com um trabalho consistente de bloqueio e posicionamento defensivo. Os brasileiros terminaram a partida com nove pontos de bloqueio, contra oito dos europeus. O central Judson foi o principal destaque do fundamento, com quatro pontos, enquanto Flávio contribuiu com dois. Segundo Flávio, o desempenho acabou sendo resultado direto do planejamento realizado pela comissão técnica comandada por Bernardinho antes da partida.
“A gente estudou muito bem, taticamente, a equipe da Sérvia. Por mais que eles tenham trocado vários jogadores que começaram jogando, por exemplo. Mas é uma parte que funcionou. A gente teve poucos erros técnicos. Erro técnico que digo são as bolas que passam no meio dos braços, o mau posicionamento de bloqueio. Mas, taticamente e tecnicamente, a gente funcionou muito bem. Foi um fundamento que funcionou legal hoje”, comentou Flávio. A vitória manteve o Brasil invicto em Brasília e colocou a equipe em boa situação na classificação da Liga das Nações, no momento, na liderança com nove pontos após três triunfos.
Clássico sul-americano pela frente
Agora, o foco da seleção brasileira se volta para o duelo contra a Argentina, encerrando a primeira semana da VNL diante da torcida brasileira. Flávio espera casa cheia para mais um confronto de grande rivalidade. “A expectativa é muito boa. Amanhã vai ser um clássico contra a Argentina, aqui no Brasil, espero ver o ginásio cheio para poder empurrar a gente. E que a gente possa fazer um bom jogo e conseguir mais uma vitória”, disse o central.
Com três vitórias em três partidas, o Brasil chega embalado para o clássico sul-americano, apostando novamente em um sistema coletivo que tem funcionado bem, seja nos ataques do oposto Darlan e do ponteiro Douglas Souza, seja em fundamentos menos chamativos, mas igualmente importantes, como o saque tático defendido por Flávio. Na vitória sobre os sérvios, o central terminou a partida com três pontos, sendo dois de bloqueio e um de ataque. Além disso, participou diretamente de uma equipe que venceu no fundamento bloqueio, marcando 9 a 8 diante do adversário.
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