Marcelo Hargreaves jogou por clubes do Brasil e Europa, trabalhou na Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e hoje é Chief Product Officer (CPO) da Volleyball World. Aproveitando a semana inicial da VNL em Brasília, campeonato com cobertura e transmissão de reacts do OTD, o dirigente veio ao Brasil. Desse modo, concedeu uma entrevista ao jornalista Rodrigo Capelo para explicar a parte administrativa da entidade mundial. Entre os assuntos mais importantes, explicou sobre as mudanças recentes do calendário de vôlei de quadra. Além disso, deixou em aberto que a organização possa promover mudanças também no vôlei de areia.
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A entrevista de Marcelo ao videocast semanal Sport Insider, da N Sports, explicou como a Volleyball World atua aos moldes SAF de vôlei mundial. Gere competições como a Liga das Nações de Vôlei. Hargreaves aponta que a mudança de mentalidade da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), há alguns anos, se tornou motivo de outras modalidades copiarem seu modelo de administração atual.
“A CBV é uma confederação de destaque, principalmente, comparando com outras confederações, em termos de desenvolvimento esportivo, resultado. Mas isso também acontece em um plano global. Hoje, dentro daquele ecossistema que se vive em Lausanne (Suíça), onde há a grande maioria das federações internacionais, inclusive há conversas com o Comitê Olímpico Internacional, na qual se fala que o movimento (administrativo) feito de maneira voluntária pela FIVB alguns anos atrás foi um movimento de vanguarda e exemplo para outras federações. Então, essas conversas acontecem muito porque acredita-se ser um modelo vencedor”, explica Marcelo. O dirigente se refere à abertura de mercado da FIVB com a aquisição de um terço do seu valor pela CVC Capital Partners.
Calendário com adequações
Marcelo explicou que a atuação da Volleyball World direcionou esforços para o desenvolvimento em locais onde o esporte não tem condições adequadas. Por outro lado, nas competições de elite, a entidade promoveu a unificação da World League masculina e do Grand Prix feminino na VNL. Isso tornou mais fácil a compreensão para o público da importância do campeonato e mais atrativo. Outra mudança relevante foi a transformação do Campeonato Mundial em Copa do Mundo, passando da frequência de quatro para dois anos, a partir de 2025.
Porém, Marcelo apontou para outra vertente que a Volleyball World comanda e que deve passar por mudanças semelhantes. “Hoje, de fato, entendemos que, economicamente, temos uma diferença grande do vôlei indoor para o vôlei de praia. De quatro em quatro anos, consistentemente, ambos são os maiores vendedores de ingressos em Jogos Olímpicos. O desafio de praia é diminuir esse ‘vale’ entre esses picos, por isso podemos ter uma proposta de um novo produto mais para o fim deste ano de 2026.”