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Tifanny desabafa após bronze de Osasco no Mundial de Clubes



Tifanny Abreu não recebeu autorização para disputar o Mundial de Clubes de vôlei feminino com o elenco de Osasco



O Osasco São Cristóvão Saúde garantiu neste domingo (14) a medalha de bronze no Mundial de Clubes de vôlei feminino em São Paulo. Mas a conquista veio com um dos principais nomes do elenco osasquense sem poder jogar. A oposta Tifanny Abreu, que é uma mulher transexual, foi impedida de disputar a competição pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB).

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Tifanny cumpre os critérios de elegibilidade para mulheres trans poderem jogar voleibol profissionalmente, tendo sido liberada pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) para disputar a Superliga desde 2017. Mas a atleta não conseguiu a autorização para jogar em torneios internacionais pela FIVB a tempo do Mundial de Clubes, com seu processo de liberação ainda em andamento.

Após a conquista do bronze, Tifanny desabafou e considerou a demora da FIVB em dar o aval para que ela possa jogar um absurdo. “Por mais que me tiraram de lá de dentro, não tiraram o amor que as pessoas sentem por mim e o que eu sinto pelo esporte. Jamais vamos desistir, porque quando derrubam uma pessoa trans do esporte, estão derrubando a sociedade, o espaço de inclusão no esporte. Não fiz nada de errado, não tenho nada de errado. Estou dentro de todas as regras. Isso que está acontecendo é simplesmente um absurdo”, afirmou.

Carinho do time e da torcida

Mesmo sem jogar, Tifanny esteve todos os dias no Mundial de Clubes de Vôlei Feminino, apoiando o elenco de Osasco. Em todos os dias, ela foi festejada pela torcida, que sempre gritava e cantava o seu nome após a escalação do time ser anunciada pelo locutor do ginásio. Na entrega das medalhas de bronze, o mesmo aconteceu. Ela ainda foi ovacionada por todo o público quando o técnico Luizomar de Moura chamou Tifanny para tirar a foto oficial no pódio com o restante do elenco.

“Eu sinto uma emoção muito grande. A gente faz tudo juntas, a gente é um time. Somos um corpo, um coração. Elas ganharam essa medalha por mim, por tudo o que passei e estou passando. Essa emoção é por saber que eu sou amada por todas elas, pela comissão e por toda a arquibancada”, concluiu a oposta de Osasco.

Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e viciado em esportes

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